Reunião entre ministros e MST tem bate-boca

Por Nivaldo Souza - iG Brasília | - Atualizada às

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Promessa não cumprida de Gilberto Carvalho em negociação provocou discussão com movimento

A reunião entre integrantes do Movimento Sem Terra (MST), Contag e Via Campesina, e os ministros Gilberto Carvalho (Secretaria da Presidência) e Antonio Andrade (Agricultura), na tarde desta quarta-feira (16), foi marcada por um bate-boca. 

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O movimento havia bloqueado a entrada do prédio do Ministério da Agricultura no início da manhã e Carvalho colocou como condição para a reunião a liberação do saguão. Em troca, aceitaria a presença de um número maior de representantes em uma reunião de negociação.

Estes representantes, no entanto, foram impedidos de participar do encontro mesmo depois que a porta do ministério foi liberada. O episódio gerou mal estar na reunião, que terminou sem acordo formal e apenas com algumas promessas para a reelaboração de uma pauta de temas prioritarios a serem tratados entre o governo e os movimentos em defesa da agricultura familiar. Carvalho deixou o ministério por volta das 15h sem comentar o episódio com a imprensa. 

Integrantes de movimentos sociais ocupam o Ministério da Agricultura para reivindicar a desapropriação de terras para a reforma agrária . Foto: Wilson Dias/Agência BrasilFuncionários da Agricultura estão sendo impedidos de entrar no edifício. Foto: Nivaldo Souza/iG BrasíliaManifestantes querem desapropriação de terras para 90 mil famílias em assentamentos. Foto: Nivaldo Souza/iG BrasíliaTrabalhadores sem terra pedem também a renegociação de dívidas com bancos estatais. Foto: Nivaldo Souza/iG BrasíliaEntre as reivindicações do MST está a criação de uma nova linha de crédito para agricultura familiar . Foto: Nivaldo Souza/iG Brasília

A pauta vai ser debatida nesta quinta-feira (17) entre lideranças do movimento, Carvalho e o ministro Gilberto Varga (Desenvolvimento Agrário). 

As reivindicações incluem a liberação por parte do governo de novos decretos de desocupação de terra para assentamentos. Existem hoje 90 mil familias a espera de terrenos, segundo o MST. "Esta semana será intensa de manifestações. Nossa pauta está velha e amarela. Apresentamos uma pauta à presidente Dilma no ano passado e nada andou", afirmou Rosângela Piovesani, coordenadora da Via Campesina e integrante do Movimento de Mulheres Campesinas.

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