Militantes protestam por criação de uma nova linha de crédito para agricultura familiar, renegociação de dívidas e desapropriação de terras para 90 mil famílias

O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria da Presidência) foi o único servidor público que conseguiu entrar no Ministério da Agricultura nesta quarta-feira (16), depois que integrantes do MST, Contag e Via Campesina, entre outros movimentos sociais, bloquearam a entrada do prédio. Os funcionários da Agricultura foram impedido de entrar no edifício.

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Carvalho e o ministro Antonio Andrade (Agricultura) receberam representantes dos movimentos e conseguiram negociar a liberação da entrada. Os manifestantes deixaram o local por volta das 13h.

A pauta dos manifestantes pede o cumprimento de dez pontos apresentados à presidente Dilma Rousseff em meados de 2013. Segundo coordenador do MST Alexandre Conceição, os três pontos principais são a criação de uma nova linha de crédito para agricultura familiar já entregue ao governo, a renegociação de dívidas com bancos estatais e a desapropriação de terras para 90 mil famílias em assentamentos. "Estamos há um ano e trés meses sem nenhum decreto de desapropriação assinado pela presidente Dilma", diz.

A ocupação do ministério integra uma ação dos movimentos sociais no âmbito do Dia Mundial da Soberania Mundial. Os cerca de mil ocupantes chegaram no ministério por volta das 5h00. "Esse é um dia simbólico para a luta campesina, porque esse ministério (Agricultura) é o que há de mais arcaico e não nos respresenta, só prioriza o agronegócio que não produz comida", diz a representante do Movimento das Mulheres Campesinas (MMC), Rosangela Piovizani.

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