Grupo de pescadores artesanais quer discutir com ministro o que chama de "privatização das águas" brasileiras

Um grupo de cerca de 300 integrantes do Movimento de Pescadores Artesanais do Brasil ocupou  a entrada do Ministério da Pesca, no setor bancário sul do Distrito Federal, por volta das 14h desta quarta-feira (16).

Eles exigem uma audiência com o ministro Marcelo Crivella para discutir uma pauta de reivindicações que inclui a profissionalização de pescadores e criação a linhas de fomento para desenvolver o setor. O movimento quer discutir o que chamam de "privatização das águas", que é a concessao pelo governo de espaços na costa para a criação de peixes por empresas. Eles pedem também a regularização de terras onde atuam, mas das quais não são proprietários. 

Como medida de segurnaça, o ministério desligou os elevadores, na tentativa de impedir o acessos dos manifestantes ao andar do gabinete do ministro.

Agricultura

O Ministério da Agricultura também teve a entrada bloqueada por manifestantes no início da tarde desta quarta-feira. Integrantes do MST, Contag e Via Campesina, entre outros movimentos sociais, ocuparam a entrada do prédio e impediram a entrada de funcionários. 



Os ministros Gilberto Carvalho (Secretaria da Presidência) e Antonio Andrade (Agricultura) receberam representantes dos movimentos e conseguiram negociar a liberação da entrada. Os manifestantes deixaram o local por volta das 13h.

A pauta dos manifestantes pede o cumprimento de dez pontos apresentados à presidente Dilma Rousseff em meados de 2013. Segundo coordenador do MST Alexandre Conceição, os três pontos principais são a criação de uma nova linha de crédito para agricultura familiar já entregue ao governo, a renegociação de dívidas com bancos estatais e a desapropriação de terras para 90 mil famílias em assentamentos. "Estamos há um ano e trés meses sem nenhum decreto de desapropriação assinado pela presidente Dilma", diz.


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