Rio de Janeiro aumenta efetivo de policiais militares e terça-feira (15) deve ficar marcada por atos em todo o País

Era para ser uma data de celebração, mas o dia dos professores, comemorado nesta terça-feira (15), deverá ficar marcado por protestos em boa parte das capitais brasileiras. Pelas redes sociais, manifestantes e internautas que adotam a tática Black Bloc planejam sair às ruas de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Fortaleza, Belo Horizonte, João Pessoa, Curitiba e Brasília. Denominado “um milhão pela educação”, o ato reivindica “melhoria no sistema educacional público”.

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Apesar de não ter participação do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), a manifestação na capital paulista já conta com adesão de mais de 3 mil pessoas nas redes sociais. O ponto de encontro será no Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo. Além da presença de estudantes universitários, como os da Universidade de São Paulo (USP), a passeata terá participação de ativistas com a estratégia Black Bloc, na qual pessoas se vestem de preto e cobrem o rosto para depredar equipamentos públicos.

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Este deve ser o primeiro grande protesto em São Paulo desde que o governo do Estado permitiu que a Polícia Militar voltasse a usar balas de borracha contra os manifestantes. Questionada se pretende reforçar o efetivo policial, a PM respondeu ao iG que esta informação "é estratégica". "Adiantamos que será suficiente para o acompanhamento", resumiu. A assessoria de imprensa da corporação não quis responder, no entanto, se há algum tipo de instrução aos policiais quanto a possível infiltração de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa, no ato.

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Já no Rio de Janeiro, a manifestação começará na região da Igreja da Candelária, no centro da capital fluminense. Como o último protesto atraiu mais de 20 mil pessoas, a Polícia Militar do Estado admitiu que planeja aumentar o efetivo de policiais. Mas não quis informar quantos PMs deverão ser deslocados para o ato. Até o momento, cerca de 90 mil internautas confirmaram que vão ao protesto pelo Facebook.

Assim como em São Paulo, os Black Blocs também devem dar as caras no Rio de Janeiro. Isso porque o próprio Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) declarou, na semana passada, apoio incondicional aos jovens que usam da estratégia no que diz respeito aos confrontos com a polícia. Muitos dos professores afirmam ter sido protegidos pelos mascarados dos excessos cometidos pelos policiais e, além disso, eles teriam feito os primeiros socorros de pessoas feridas durante as confusões nos arredores da Câmara Municipal.

Além disso, o grupo de hackers Anonymous invadiu, na noite desta segunda (14), o site da Polícia Militar Ao entrar na página da corporação, um vídeo de pouco mais de 2 minutos aparece na tela, mostrando cenas de confronto entre PMs e manifestantes na Cinelândia, próximo à Câmara Municipal. As imagens terminaram com a seguinte mensagem: “Está na hora de voltas às ruas. #15 de outubro. Manifesto nacional a favor da educação”.

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