Bombeiros encontram mais dois corpos na orla de Macapá após naufrágio

Por iG São Paulo |

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Mortos chegariam a 13, dizem os bombeiros, mas número ainda é incerto. Vítimas foram achadas a 2 km do acidente

O Corpo de Bombeiros e a Capitania dos Portos retomaram, nesta manhã de segunda-feira, as buscas aos desaparecidos do acidente com o barco Capitão Reis 1, que naufragou por volta das 10h30 de sábado, em Macapá (AP), ao fim da procissão fluvial do Círio de Nazaré. Os número de vítimais ainda é incerto. Para os bombeiros, responsáveis pelas buscas, número de mortos chega a 13. 

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Os corpo de hoje foram resgatados a 2 km do local do naufrágio. Para a Capitania dos Portos o número oficial é de nove mortos, sem contar os dois corpos regatados, que ainda não foram identificados. Uma coletiva de imprensa seria realizada no início da tarde pelo Corpo de Bombeiros para oficializar o número de mortos e desaparecidos. Ontem (13), as equipes buscavam pelo menos oito vítimas. 

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A embarcação foi alugada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Federais Civis no Estado do Amapá (Sindsep) e, segundo o governo estadual, transportava cerca de 60 pessoas, o que excedia o limite de passageiros da embarcação. De acordo com a Capitania dos Portos, o barco foi vistoriado antes de partir para o evento, quando foram confirmadas as condições regulares da embarcação e o número de 40 passageiros e três tripulantes a bordo, o que não ultrapassava o limite.

Segundo as testemunhas, o barco tombou repentinamente e naufragou rapidamente próximo ao Igarapé das Pedrinhas, no Amapá, quando retornava à cidade de Santana, a cerca de 20 quilômetros da capital.

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Após o acidente, duas lanchas do Corpo de Bombeiros que acompanhavam a procissão foram imediante acionadas e, com o apoio de outras embarcações, resgataram as primeiras vítimas. A pedido do próprio sindicato, dois bombeiros estavam a bordo do Capitão Reis 1.

Durante o final de semana, a Secretaria estadual de Saúde determinou estado de prontidão em todas as unidades públicas e privadas de Macapá e de Santana. Equipes de emergência do Hospital de Pronto-Socorro Oswaldo Cruz receberam o reforço de três médicos do Corpo de Bombeiros e das equipes do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu). Servidores que estavam de folga foram convocados para atender à emergência. Até a noite de sábado (12), 16 feridos foram atendidos nos hospitais Oswaldo Cruz e de Santana. Segundo o governo estadual, a maioria dos sobreviventes não precisou de socorros médicos.

A Capitania dos Portos instaurou inquérito para apurar as causas do acidente. Já a Delegacia Geral de Polícia do Amapá adiantou que vai instaurar inquérito para apurar as responsabilidades pelo naufrágio.

*com Agência Brasil

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