Secretaria de Saúde de SC monitora 217 pessoas após incêndio em armazém

Por Agência Brasil |

compartilhe

Tamanho do texto

Análise é feita com casos de intoxicação causadas pela inalação em contato com substâncias químicas

Agência Brasil

As 217 pessoas que tiveram problemas de saúde decorrentes do incêndio em um armazém de fertilizantes localizado em São Francisco do Sul (SC), ocorrido depois de uma explosão no último dia 24, estão sendo monitoradas e passaram por uma análise preliminar da Diretoria de Vigilância Epidemiológica, vinculada à Secretaria Estadual de Saúde. Segundo o infectologista Fábio Gaudenzi, a maioria dos pacientes apresentou sintomas leves de irritação das vias aéreas, sendo que apenas um foi internado em UTI.

Mais: Afetados por fumaça em SC devem ser monitorados no longo prazo, diz especialista

Imagem registrada nesta manhã de sexta-feira mostra avanço no combate ao incêndio em Santa Catarina. Foto: Divulgação/BombeirosArmazém de fertilizantes que foi atingido pelo fogo na terça-feira, dia 24. Foto é de 27/09. Foto: Divulgação/BombeirosFumaça tóxica do incêndio começou a perder força nesta sexta-feira (27). Foto: Divulgação/BombeirosFumaça se espalha e obriga moradores a evacuar a região do porto da cidade de São Francisco do Sul (SC). Foto: Futura PressIncêndio em depósito com carga de fertilizante à base de nitrato de amônio criou densa fumaça . Foto: Fabio Santos/Futura PressIncêndio em depósito com carga de fertilizante à base de nitrato de amônio criou densa fumaça. Foto: Futura Pressmaterial químico está sendo retirado pelas equipes e transportado por caminhões para um pátio. Foto: Futura PressCerca de 70 bombeiros voluntários integram a força-tarefa. Foto: Futura PressAcidente ocorreu por volta das 22h de terça-feira (24), no galpão de uma fábrica de fertilizantes em São Francisco do Sul. Foto: Futura Press

De acordo com Fábio Gaudenzi, a análise é feita com casos de intoxicação causadas pela inalação em contato com substâncias químicas. “Essas pessoas vão ter um acompanhamento, dependendo do caso, com consultas e exames laboratoriais por um longo ou curto prazo. A exposição contínua à fumaça pode causar doenças hematológicas”, explicou. Ainda segundo o médico, “a segunda parte vai ser um monitoramento da quantidade de produtos tóxicos no ambiente, na água, no solo, para ver se há risco para a população”.

Segundo a secretaria, 54,4% das vítimas do incêndio apresentaram sinais e sintomas de irritação respiratória e 53,9% ocular. Houve também notificação de dores de garganta (47,5% dos casos), dores de cabeça (39,2%), náuseas (35,5%), vômito (18,0%) e perda de sensibilidade na região do corpo atingida (1,4%).

A secretaria também está monitorando a água do município por meio da Gerência de Saúde Ambiental, vinculada à Diretoria de Vigilância Sanitária. Foram coletadas amostra de água nos dias 27 e 28 de setembro em locais próximos ao acidente. O resultados das amostras coletadas no dia 27 ficaram dentro do limite estabelecido para nitrato. Para nitrogênio amoniacal, os resultados foram inferiores a 0,3 miligrama por litro (mg/l) em todas as amostras. O limite da legislação é 1,5mg/l. Ainda estão sendo realizados testes com a água coletada no dia 28.

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas