Bombeiros tentam controlar fumaça causada por explosão em Santa Catarina

Por iG São Paulo |

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Mudança na direção do vento atrapalha contenção de fumaça em armazém no município de São Francisco do Sul

As equipes do Corpo de Bombeiros que atuam no combate à fumaça provocada pela queima de uma carga de nitrato de amônio, no município de São Francisco do Sul (SC). Nesta manhã, as paredes do galpão foram derrubadas. 

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Imagem registrada nesta manhã de sexta-feira mostra avanço no combate ao incêndio em Santa Catarina. Foto: Divulgação/BombeirosArmazém de fertilizantes que foi atingido pelo fogo na terça-feira, dia 24. Foto é de 27/09. Foto: Divulgação/BombeirosFumaça tóxica do incêndio começou a perder força nesta sexta-feira (27). Foto: Divulgação/BombeirosFumaça se espalha e obriga moradores a evacuar a região do porto da cidade de São Francisco do Sul (SC). Foto: Futura PressIncêndio em depósito com carga de fertilizante à base de nitrato de amônio criou densa fumaça . Foto: Fabio Santos/Futura PressIncêndio em depósito com carga de fertilizante à base de nitrato de amônio criou densa fumaça. Foto: Futura Pressmaterial químico está sendo retirado pelas equipes e transportado por caminhões para um pátio. Foto: Futura PressCerca de 70 bombeiros voluntários integram a força-tarefa. Foto: Futura PressAcidente ocorreu por volta das 22h de terça-feira (24), no galpão de uma fábrica de fertilizantes em São Francisco do Sul. Foto: Futura Press

De acordo com o comandante João dos Santos Júnior, que coordena os 70 bombeiros voluntários que integram a força-tarefa, formada também por bombeiros militares, Defesa Civil, polícias Civil e Militar e Exército, o trabalho está é prejudicado pela mudança na direção do vento na região, que leva a fumaça para diferentes lugares e a distâncias maiores.

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"É uma operação bastante complicada, primeiro por se tratar de uma situação em que há desprendimento de vapores químicos asfixiantes. Todo o cuidado é necessário para evitar danos à saúde da população e ao ambiente. Além disso, a mudança na direção do vento dificulta o trabalho das equipes", disse.

Pânico e efeitos da fumaça

Ele lembrou que a divulgação da informação de que a fumaça é tóxica criou grande pânico, e parte da população, de 42 mil habitantes, deixou a cidade do litoral norte de Santa Catarina. A Defesa Civil informou que o nitrato de amônio é uma substância oxidante e não tóxica, mas que mesmo assim pode causar reações no organismo humano.

O principal sintoma após inalação da fumaça é irritação na garganta, segundo ele. "As pessoas também podem ter náusea, vômitos e até edema de glote. Estamos orientando a população a procurar uma unidade de saúde assim que sentir qualquer um desses sintomas", acrescentou. Atendimentos médicos estão sendo realizados no Hospital Nossa Senhora da Graça.

O material químico está sendo retirado pelas equipes e transportado por caminhões para um pátio. Segundo o comandante, assim que for alcançado o ponto central da queima, o local será inundado, de modo a baixar a temperatura e encerrar a reação química que provoca a fumaça.

Em nota, o governo de Santa Catarina informou que as equipes trabalham para criar uma barreira de contêineres com o objetivo de direcionar o vento e evitar que a fumaça atinja os profissionais que atuam no local. Além disso, lançam jatos de água para resfriar a área e diminuir o risco de explosão. Ainda no comunicado, o governo destaca que não há, até agora, informações sobre as causas da oxidação. Já a Defesa Civil estadual emitiu nota informando que "os efeitos desse gás podem ser comparado com os efeitos do gás lacrimogêneo" e, por isso, não é considerado letal quando inalado.

O acidente ocorreu por volta das 22h de terça-feira (24), no galpão de uma fábrica de fertilizantes, no Bairro Paulas, em São Francisco do Sul. A prefeitura decretou situação de emergência para acelerar as ações de assistência à população. 

Porto

O incêndio no galpão de fertilizantes em São Francisco do Sul, que gerou uma densa nuvem de fumaça, paralisa as atividades no Porto de São Francisco, principal canal para escoamento de grãos no Estado. O presidente do porto, Paulo Corso, afirmou que a baixa visibilidade é o principal motivo para a suspensão das atividades.

Corso disse ainda ser difícil prever a normalização dos embarques e desembarques e que ainda é cedo para calcular os prejuízos para a atividade portuária com o incêndio.

*com Agência Brasil e Agência Estado

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