Manifestações em Brasília são marcadas por confrontos e mais de 39 são detidos

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Polícia e manifestantes se enfrentaram nas imediações do estádio Mané Garrincha antes do amistoso do Brasil

Agência Brasil

As manifestações deste sábado (7) na capital federal foram marcadas por confrontos entre populares e o forte esquema de segurança montado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em torno do Estádio Nacional Mané Garrincha, onde as seleções do Brasil e da Austrália disputaram um amistoso. Para não deixar os manifestantes se aproximarem do estádio, soldados da Tropa de Choque da Polícia Militar utilizaram bombas de efeito moral, spray de pimenta, gás lacrimogêneo e bala de borracha.

Os manifestantes, por sua vez, se dividiram em grupos para tentar burlar o esquema de segurança. Ocorreram confrontos nas proximidades de dois shoppings centers e na rodoviária da cidade, na região central do Plano Piloto. Pelo menos 39 pessoas foram detidas pelos policiais. Jornalistas também foram atingidos durante os confrontos no centro da capital.

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No Setor Hoteleiro Sul, nas proximidades do Hotel Planalto Bittar, policiais da Tropa de Choque agrediram as pessoas que passavam pelo local. Após a reclamação de um manifestante contra a postura adotada, um policial disparou uma bomba de gás lacrimogêneo contra a cabeça dele. O repórter da Agência Brasil, Luciano Nascimento, mesmo se identificando, foi agredido por três policiais com spray de pimenta e empurrões.

"Eles não conversaram em nenhum momento, chegaram disparando bomba e spray de pimenta. Eram muitos”, disse a estudante Leticia Hellen, que presenciou a agressão.

Polícia entra em confronto com manifestantes em protestos neste sábado,7. Foto: Agência BrasilManifestações contra corrupção em Brasília durante desfile de 7 de setembro. Foto: APManifestações ocorrem em Brasília neste sábado, 7 de setembro. Foto:  Nivaldo Souza Manifestações depredam edifio da TV Globo Brasília neste sábado, 7 de setembro. Foto: Agência BrasilManifestações contra corrupção em Brasília durante desfile de 7 de setembro. Foto: Nivaldo Souza Manifestações ocorrem em Brasília neste sábado, 7 de setembro. Foto:  Nivaldo Souza Manifestações ocorrem em Brasília neste sábado, 7 de setembro. Foto:  Nivaldo Souza Manifestações ocorrem em Brasília neste sábado, 7 de setembro. Foto:  Nivaldo Souza Manifestações ocorrem em Brasília neste sábado, 7 de setembro. Foto:  Nivaldo Souza Manifestações ocorrem em Brasília neste sábado, 7 de setembro. Foto:  Nivaldo Souza Manifestações contra corrupção em Brasília durante desfile de 7 de setembro. Foto: APManifestações contra corrupção em Brasília durante desfile de 7 de setembro. Foto: APManifestações contra corrupção que acontecem em Brasília neste sábado, 7 de setembro . Foto: Nivaldo Souza Depredação a restaurantes próximos aos estúdios da Rede Globo durante manifestações em Brasília neste sábado. Foto: Nivaldo Souza Depredação aos estúdios da Rede Globo durante manifestações em Brasília neste sábado, 7 de setembro . Foto: Nivaldo Souza Depredação aos estúdios da Rede Globo durante manifestações em Brasília neste sábado, 7 de setembro . Foto:  Nivaldo Souza

Os manifestantes protestavam contra a falta de transparência e os gastos excessivos com as obras da Copa do Mundo. "Algumas pessoas falam que as obras vão ficar para a população, mas, os mais de R$ 2 bilhões gastos no estádio não serviram para a população pobre da periferia, que sofre com a falta de escolas e de saúde”, disse o integrante do movimento Levante Popular Francis Rocha.

Integrante do Movimento Copa para Quem?, Vinícios Lobão destacou que, para as obras preparatórias nas cidades sedes da Copa do Mundo, ocorreram “mais de 250 mil remoções e as pessoas que foram removidas não estão sendo realocadas em lugares adequados".

Quando a manifestação chegou às proximidades do estádio, a polícia começou a atirar balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral contra os manifestantes. Houve correria. Um grupo se dirigiu para o Setor Hoteleiro Sul e outra parte foi em direção a rodoviária, onde houve novos confrontos em frente a mais um shopping da capital. A PM atirou bombas mais uma vez em direção à concentração de pessoas, enquanto vários carros ainda tentavam trafegar pelo local.

Acuada, parte dos manifestantes voltou para dentro da rodoviária para se proteger e alguns comerciantes fecharam as portas de suas lojas. Minutos depois da ação, um policial foi agredido por um manifestante enquanto conduzia para o camburão outro jovem que havia sido detido. No fim da tarde, um grupo de pessoas tentou voltar ao Congresso, mas foi dispersado por jatos d'água e mais bombas lançadas pelos policiais.

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