iG visitou o edifício, na zona norte de SP, onde a menina Isabella Nardoni foi assassinada pelo pai e pela madrasta

Apartamento dos Nardoni
Renan Truffi/iG São Paulo
Apartamento dos Nardoni

Demorou cinco anos para que a família Nardoni conseguisse um comprador para o apartamento 62 do edifício London, localizado na rua Santa Leocádia, na zona norte de São Paulo. No início deste ano, um casal “sem filhos”, de acordo com vizinhos, se mudou para o imóvel onde moravam Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, condenados a 31 anos e 26 anos , respectivamente, pela morte da menina Isabella Nardoni , filha de Alexandre, então com cinco anos.

Para a polícia, o apartamento foi o local onde Isabella foi estrangulada por cerca de sete minutos por Anna Carolina enquanto Alexandre cortava a tela de proteção da janela do quarto. A menina então teria sido levada por Alexandre até o quarto. Ela ainda estaria viva, mas inconsciente. Após subir na cama rente à janela, o assassino teria segurado a filha pelos pulsos e, com o corpo dela virado para ele, jogou a menina do sexto andar. Isabella caiu de lado no jardim do prédio. Ao ser encontrada, ela ainda estava viva, com a bacia e o punho direito fraturados, mas morreu a caminho do hospital.

Saiba tudo sobre o caso Isabella Nardoni

Na época, a defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá alegou que ambos eram inocentes e que uma terceira pessoa poderia ter sido responsável pela morte da criança. Mas, com o avanço das investigações, peritos encontraram resíduos da tela de proteção na roupa do pai e sangue de Isabella em sua bermuda. Segundo a polícia, não havia indício de que mais pessoas tivessem entrado na casa.

Palco de crimes, imóveis ficam abandonados e encalham para venda

Não se sabe se o episódio fez com que a família Nardoni tivesse que abaixar o preço do imóvel para conseguir vender. Um outro apartamento no mesmo prédio, por exemplo, está à venda por cerca de R$ 550 mil. O iG tentou falar com os novos donos, mas segundo um porteiro do edifício eles preferem ficar no anonimato. O advogado da família, Roberto Podval, foi procurado, mas não retornou as ligações.


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