Nova proprietária de apartamento onde morreu Eloá Pimentel reclama do assédio

Por Renan Truffi - iG São Paulo | - Atualizada às

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iG visitou alguns dos imóveis que ficaram marcados por crimes no País. Família de Eloá se mudou após tragédia

Paulo Fischer/Futura Press
Apartamento onde Eloá Pimentel foi morta

O trauma causado pelo assassinato da jovem Eloá Pimentel, então com 15 anos, levou a mãe da vítima, Ana Cristina Pimentel, a procurar a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) para pedir transferência da moradia, logo após o desfecho do caso em 2008. Elas moravam no apartamento 24 de uma unidade habitacional da companhia no Jardim Santo André, no ABC Paulista, quando Lindemberg Alves, de 22 anos, manteve a ex-namorada sequestrada na própria residência antes de matá-la com um tiro na cabeça.

Palco de crimes, imóveis ficam abandonados e encalham para venda

O órgão aceitou o pedido especial, em função da tragédia, e transferiu Ana Cristina para outra unidade habitacional, também em Santo André. Pouco tempo, em abril de 2009, a CDHU encontrou outra família para ocupar o conhecido apartamento. Como vivia em área de risco em outro ponto da cidade e poderia ficar desabrigada a qualquer momento, a outra família “aceitou prontamente" se transferir para o local onde a jovem ficou presa por mais de 100 horas.

Saiba tudo sobre o caso Eloá Pimentel

Mas a curiosidade sobre o local, tanto por parte de moradores da região como da imprensa, já que o caso foi amplamente divulgado, afeta os novos moradores. Um assessor do órgão disse que a nova proprietária já chegou a ligar para a CDHU, alguma vezes, chorando para reclamar do assédio. Ela continua, no entanto, morando na casa, pois financiou o apartamento e paga mensalidade com base na sua renda.

Após a morte do casal Richthofen, em 2002, a residência segue vazia e pichada com frases ofensivas a filha do casal. Foto: Renan Truffi/iG São PauloCasa da família Peukert continua vazia quase 30 anos após chacina. Foto: Renan Truffi/iG São PauloCasal comprou o apartamento dos Nardoni, cinco anos após morte de Isabella. Foto: Renan Truffi/iG São PauloAtualmente, edifício Roma tirou placa com nome da fachada para evitar curiosos. Foto: Alex Falcão/Futura PressCasa na rua Cuba, no Jardim Europa, foi vendida apenas 14 anos depois do crime. Foto: Google Street ViewNova proprietária da casa onde morreu Eloá Pimentel reclama do assédio da imprensa. Foto: Paulo Fischer/Futura PressSegundo advogado, sítio do goleiro Bruno foi “fácil de vender” e um rapaz comprou “para o pai dele morar”. Foto: Cristiano Couto/ Hoje em Dia/ Futura Press


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