Mansão dos Richthofen tem ajuda de vizinhos para amenizar aparência 'horrível'

Por Renan Truffi - iG São Paulo | - Atualizada às

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iG visitou o imóvel na zona sul de São Paulo onde, em 2002, casal foi assassinado a pauladas com ajuda da filha

Renan Truffi/iG São Paulo
Casa segue abandonada desde 2002

A casa onde moravam Manfred e Marísia von Richthofen, na rua Zacarias de Góes, no Campo Belo, área nobre na zona sul de São Paulo, é uma das mais conhecidas entre os imóveis da capital paulista que ficaram famosos por causa de crimes que chocaram o País. Logo após o casal ser assassinado, em 2002, a residência foi pichada com frases ofensivas contra a filha deles, Suzane von Richothofen, condenada a 39 de prisão por participação na morte dos pais. Desde então, a mansão segue vazia. Mas, até hoje, alguns carros que passam pela rua diminuem a velocidade quando chegam em frente à fachada. Com o tempo e a ajuda dos vizinhos, no entanto, a casa passou a chamar menos atenção.

Palco de crimes, imóveis ficam abandonados e encalham para venda

Os moradores da rua combinaram de cuidar cada um de uma parte da entrada que “estava muito horrorosa”, segundo uma vizinha que não quis se identificar. Ela pediu que seu jardineiro plantasse uma espécie de trepadeira nos muros da mansão, o que ajudou a tapar boa parte das pichações. Outro vizinho apara a grama que cresce entre as calçadas, escondendo as marcas de abandono. Mas, ainda assim, a piscina da casa traz problemas para os moradores do bairro. Como está abandonada, a água vira foco de dengue e dá trabalho para os agentes de zoonoses que atuam na região. A vizinha, no entanto, não reclama do proprietário, Andreas von Richthofen, irmão de Suzane, hoje com 26 anos. “Quando precisa ele vem e abre a casa (para o agente de zoonoses). Ou ele ou o advogado (faz isso)”, conta ela.

Saiba tudo sobre o caso Suzane von Richthofen

Nas poucas vezes em que aparece, Andreas troca algumas palavras com os vizinhos. Ao ser questionada sobre o que conversa com ele, ela muda o assunto. A reportagem procurou a advogada de Andreas, Maria Aparecida Evangelista, para saber se a mansão está à venda, mas ela disse que “o caso está sob segredo de Justiça”. “Não posso me manifestar”, respondeu sem especificar sobre qual processo estaria se referindo. Imobiliárias da região, no entanto, avaliam que a mansão custe em torno de R$ 2 milhões.

O advogado de Suzane, Denivaldo Barni, confirmou que a casa é mesmo de Andreas. Isso porque, em 2011, Suzane foi considerada “indigna” de receber metade da herança dos pais, avaliada em R$ 11 milhões no total. A ação foi movida pelo próprio Andreas. Suzane recebeu a notícia no presídio de Tremembé, onde continua presa.

Após a morte do casal Richthofen, em 2002, a residência segue vazia e pichada com frases ofensivas a filha do casal. Foto: Renan Truffi/iG São PauloCasa da família Peukert continua vazia quase 30 anos após chacina. Foto: Renan Truffi/iG São PauloCasal comprou o apartamento dos Nardoni, cinco anos após morte de Isabella. Foto: Renan Truffi/iG São PauloAtualmente, edifício Roma tirou placa com nome da fachada para evitar curiosos. Foto: Alex Falcão/Futura PressCasa na rua Cuba, no Jardim Europa, foi vendida apenas 14 anos depois do crime. Foto: Google Street ViewNova proprietária da casa onde morreu Eloá Pimentel reclama do assédio da imprensa. Foto: Paulo Fischer/Futura PressSegundo advogado, sítio do goleiro Bruno foi “fácil de vender” e um rapaz comprou “para o pai dele morar”. Foto: Cristiano Couto/ Hoje em Dia/ Futura Press



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