Edifício onde morava Matsunaga retira placa da fachada para evitar curiosos

Por Renan Truffi - iG São Paulo |

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iG visitou prédio onde Elize Matsunaga matou e esquartejou o marido e ex-diretor da Yoki

Alex Falcão/Futura Press
Apartamento dos Matsunaga

A curiosidade gerada pela morte do ex-diretor da Yoki Marcos Kitano Matsunaga, assassinado em seu próprio apartamento pela mulher Elize Matsunaga, em maio de 2012, fez com que a administração do condomínio Roma, onde ele morava, optasse por retirar a placa com o nome do edifício da fachada do prédio, localizado na rua Carlos Weber, Vila Leopoldina, na zona oeste de São Paulo.

Já o imóvel segue vazio desde que Elize foi presa por confessar ter atirado contra a cabeça do marido antes de esquartejá-lo dentro de um dos quartos da cobertura tríplex. De acordo a polícia, Elize teria matado o companheiro com um tiro de calibre 380 após uma briga por causa de um caso extraconjugal mantido pelo empresário.

Palco de crimes, imóveis ficam abandonados e encalham para venda

No dia 19 de maio, o casal chegou junto ao edifício Roma na companhia da filha e de uma babá que trabalhava no apartamento – dispensada logo em seguida. Na noite do mesmo dia, as câmeras do circuito interno do condomínio registram o ex-diretor da Yoki descendo para pegar uma pizza – ele não seria mais visto a partir de então.

Como o caso ainda é muito recente, vizinhos e pessoas que trabalham na região evitam falar sobre o assunto. “Na última vez que falamos com um jornalista aqui, a polícia chamou para depor”, responde ressabiado um taxista do ponto que fica quase em frente ao prédio. Um vizinho, no entanto, comentou que de vez em quando uma tia da família Matsunaga aparece para abrir o imóvel.

O advogado da família, Braz Matias Neto, não quis retornar o contado da reportagem para falar se a família pensa em vender o apartamento, nem em quanto está avaliado. Mas um apartamento no mesmo prédio “não sai por menos de R$ 900 mil”, segundo uma imobiliária do bairro. Como o de Matsunaga era triplo, o apartamento pode custar pelo menos o dobro deste valor. Por enquanto, segue desocupado.

Após a morte do casal Richthofen, em 2002, a residência segue vazia e pichada com frases ofensivas a filha do casal. Foto: Renan Truffi/iG São PauloCasa da família Peukert continua vazia quase 30 anos após chacina. Foto: Renan Truffi/iG São PauloCasal comprou o apartamento dos Nardoni, cinco anos após morte de Isabella. Foto: Renan Truffi/iG São PauloAtualmente, edifício Roma tirou placa com nome da fachada para evitar curiosos. Foto: Alex Falcão/Futura PressCasa na rua Cuba, no Jardim Europa, foi vendida apenas 14 anos depois do crime. Foto: Google Street ViewNova proprietária da casa onde morreu Eloá Pimentel reclama do assédio da imprensa. Foto: Paulo Fischer/Futura PressSegundo advogado, sítio do goleiro Bruno foi “fácil de vender” e um rapaz comprou “para o pai dele morar”. Foto: Cristiano Couto/ Hoje em Dia/ Futura Press


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