Após servir de cativeiro, sítio do goleiro Bruno é vendido pela metade do preço

Por Renan Truffi - iG São Paulo |

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iG visitou alguns dos imóveis que ficaram marcados por crimes famosos para saber quais continuam abandonados

Cristiano Couto/ Hoje em Dia/ Futura Press
Defesa do goleiro pedia R$ 800 mil, mas vendeu por pouco mais de R$ 300 mil

O local exato da morte de Eliza Samudio e o que aconteceu com o corpo da jovem nunca foi descoberto mesmo após a condenação do goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza a 22 anos de prisão. Mas, as informações de que o sítio do ex-jogador de futebol serviu de cativeiro antes do assassinato da jovem não impossibilitaram a venda do imóvel localizado em Esmeraldas (MG) no início deste ano, quando a Justiça autorizou o negócio

Para concluir a transação, no entanto, a defesa do jogador teve de reduzir bastante o valor da propriedade. No início, de acordo com um anúncio feito no jornal, o sítio estava à venda por cerca de R$ 800 mil. Por causa da polêmica, no entanto, acabou sendo passado a um novo proprietário por pouco mais de R$ 300 mil, de acordo com o advogado da família de Eliza, José Arteiro Cavalcante, que acompanhou o caso já que a mãe da vítima tem direito a parte do valor. Apesar disso, Cavalcante diz que “foi fácil de vender” e que o novo proprietário mencionou que estava comprando “para o pai dele morar”.

Palco de crimes, imóveis ficam abandonados e encalham para venda

Com cerca de 5.000 metros quadrados, piscina e ainda um campo de futebol, o imóvel foi parte fundamental da investigação sobre o desaparecimento de Eliza. A vítima foi vista pela última vez, segundo amigos, antes de ir ao sítio em busca de acordo sobre o reconhecimento do filho que teve com o goleiro. Cerca de 20 dias depois, a polícia recebeu denúncia de que ela havia sido espancada e morta na propriedade que era de Bruno, e o bebê ainda estaria no local. O que acabou não se comprovando.

Saiba tudo sobre o caso goleiro Bruno

Além do ex-jogador do Flamengo, foram condenados pelo crime o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que pegou 22 anos, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, que pegou outros 15 anos, e Fernanda Gomes de Castro, ex-namorada de Bruno, condenada a cinco anos de cadeia. Apesar disso, Fernando vai pode recorrer em liberdade.

Após a morte do casal Richthofen, em 2002, a residência segue vazia e pichada com frases ofensivas a filha do casal. Foto: Renan Truffi/iG São PauloCasa da família Peukert continua vazia quase 30 anos após chacina. Foto: Renan Truffi/iG São PauloCasal comprou o apartamento dos Nardoni, cinco anos após morte de Isabella. Foto: Renan Truffi/iG São PauloAtualmente, edifício Roma tirou placa com nome da fachada para evitar curiosos. Foto: Alex Falcão/Futura PressCasa na rua Cuba, no Jardim Europa, foi vendida apenas 14 anos depois do crime. Foto: Google Street ViewNova proprietária da casa onde morreu Eloá Pimentel reclama do assédio da imprensa. Foto: Paulo Fischer/Futura PressSegundo advogado, sítio do goleiro Bruno foi “fácil de vender” e um rapaz comprou “para o pai dele morar”. Foto: Cristiano Couto/ Hoje em Dia/ Futura Press


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