Após mais de 10 anos, família que comprou casa na rua Cuba evita imprensa

Por Renan Truffi - iG São Paulo |

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iG visitou residência no Jardim Europa onde, em 1988, pais de Jorge Delmanto Bouchabki foram assassinados

Google Street View
Casa rua Cuba

O assassinato do casal Maria Cecília e Jorge Toufic Bouchabki entrou para a história da crônica policial brasileira em 1988, mas é o nome da rua e o número da casa onde eles moravam em São Paulo que ficou marcado pela tragédia. Até hoje, trabalhadores do bairro ou pedestres comentam e apontam para a casa 109 da rua Cuba, no Jardim Europa, zona central da cidade, quando passam pela região. O assédio faz com que, mesmo depois de dez anos morando na casa, a família que comprou o imóvel resista em falar sobre o assunto com vizinhos ou com a imprensa.

O caso gera polêmica porque até hoje ninguém foi preso ou condenado pela morte dos dois. O assassinato aconteceu na véspera do Natal daquele ano, quando marido e mulher foram encontrados mortos sem que o sobrado tivesse sinais de arrombamento. Como o filho mais velho do casal, Jorge Delmanto Bouchabki, com então 18 anos, tinha brigado com a mãe na noite anterior, se tornou o principal suspeito. Mas, por falta de provas, ele não foi levado a júri e o crime prescreveu em 1999.

Palco de crimes, imóveis ficam abandonados e encalham para venda

A história fez com que a casa fosse vendida apenas 14 anos depois do assassinato, em 2002. Ainda assim, mais de dez anos depois de se mudarem, os novos donos da casa resistem em dar entrevista sobre o caso. Um dos vizinhos que pediu sigilo conta que a que a família é simpática, mas bastante reservada sobre o assunto.

A casa foi inteira reformada, inclusive a fachada, que agora impede que curiosos consigam enxergar qualquer movimentação ou detalhe dentro do sobrado. Um morador do bairro que também não quis se identificar afirma que a nova família teria chamado até uma benzedeira para abençoar a residência. O iG tentou conversar com os proprietários, que responderam quase de forma automática que “não passam informações” sobre a história, como se repetissem a frase com alguma frequência. Uma casa com proporções similares, na mesma rua, está à venda atualmente por R$ 3 milhões.

Após a morte do casal Richthofen, em 2002, a residência segue vazia e pichada com frases ofensivas a filha do casal. Foto: Renan Truffi/iG São PauloCasa da família Peukert continua vazia quase 30 anos após chacina. Foto: Renan Truffi/iG São PauloCasal comprou o apartamento dos Nardoni, cinco anos após morte de Isabella. Foto: Renan Truffi/iG São PauloAtualmente, edifício Roma tirou placa com nome da fachada para evitar curiosos. Foto: Alex Falcão/Futura PressCasa na rua Cuba, no Jardim Europa, foi vendida apenas 14 anos depois do crime. Foto: Google Street ViewNova proprietária da casa onde morreu Eloá Pimentel reclama do assédio da imprensa. Foto: Paulo Fischer/Futura PressSegundo advogado, sítio do goleiro Bruno foi “fácil de vender” e um rapaz comprou “para o pai dele morar”. Foto: Cristiano Couto/ Hoje em Dia/ Futura Press


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