Mais Médicos preenche 10,5% das vagas e chama 358 estrangeiros

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Segundo o Ministério da Saúde, 67,3% vão atuar em regiões de extrema pobreza e distritos de saúde indígena

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explica o programa Mais Médicos

Na primeira edição, o Programa Mais Médicos selecionou 1.618 profissionais para atuar em 579 postos da rede pública em cidades do interior do País e periferias de grandes centros. Desse total, 1.096 médicos têm diploma brasileiro e 522 são médicos formados no exterior - 358 são estrangeiros. Os participantes do programa correspondem a 10,5% dos 15.460 profissionais necessários, segundo demanda apresentada pelos municípios. O balanço foi divulgado hoje (14) pelo Ministério da Saúde.

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Os diplomas estrangeiros são de 32 países. A maioria da Argentina (141), seguida por Espanha (100), Cuba (74), Portugal (45), Venezuela (42), México (26) e Uruguai (25). Cerca de 70% dos médicos, tanto estrangeiros quanto brasileiros, se formaram nos últimos dez anos.

Manifestante se veste de caveira durante protesto de médicos em São Paulo, nesta quarta-feira (31). Foto: Futura PressFuncionários da saúde realizam protesto em São Paulo (SP), nesta quarta-feira (31), contra medidas do governo. Foto: Futura PressFuncionários da saúde realizam protesto em frente à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SP), nesta quarta-feira (31). Foto: Futura PressO objetivo do ato realizado em São Paulo, nesta quarta-feira (31), é pressionar o governador de São Paulo Geraldo Alckmin a cumprir os acordos que levaram a suspensão da última greve da categoria. Foto: Futura PressProtesto de médicos realizado no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (31), é contra o programa Mais Médicos. Foto: Futura PressMédicos realizam manifestação na Cinelândia no Rio de Janeiro (RJ), nesta quarta-feira (31). Foto: Futura PressMédicos realizam protesto no centro de Florianópolis (SC), nesta quarta-feira (31). Foto: Futura PressMédicos protestam contra recentes decisões do Governo, incluindo a contratação de profissionais estrangeiros no centro de Florianópolis (SC), nesta quarta-feira (31). Foto: Futura PressEstudantes de medicina protestam no centro de Florianópolis (SC), nesta quarta-feira (31). Foto: Futura PressMédicos no centro de Florianópolis (SC), nesta quarta-feira (31), levam bexigas pretas para representar luto em relação ao sistema de saúde brasileiro . Foto: Futura PressParalisação de médicos na manhã desta terça-feira (30), no centro de Curitiba (PR). Foto: Futura PressMédicos realizam ato público na Hemorio, Centro do Rio de Janeiro (RJ), nesta terça-feira (30). Foto: Futura PressMédicos fazem novo protesto e paralisam as atividades em Brasília (DF), nesta terça-feira (30). Foto: Futura PressMédicos e estudantes de medicina realizam protesto saindo do Hospital Walfredo Gurgel com destino a Sede do Governo do Estado no Centro Administrativo em Natal (RN), nesta terça-feira (30). Foto: Futura PressMédicos realizam protesto saindo do Hospital Dutra no centro da cidade de São Luís (MA), nesta terça-feira (30). Foto: Futura Press

De acordo com o ministério, 67,3% dos médicos vão atuar em regiões de extrema pobreza e distritos de saúde indígena. “Essa foi uma estratégia importante para ocupar postos em região de fronteira”, disse o ministro da saúde Alexandra Padilha. O balanço mostra ainda que dos 3.511 municípios inscritos, 703 não foram contemplados com nenhum médico.

Na avaliação do ministro, o primeiro mês do programa deixou claro que o Brasil não tem número suficiente de médicos para atender a todas as áreas carentes do país. "O que nos move é levar médicos para quem precisa e para isso vamos usar todas as medidas legais", disse.

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No próximo dia 19, o ministério abrirá inscrições do programa para médicos e municípios, no segundo mês de seleção. “Em agosto, temos a expectativa de que vários médicos que se formaram no mês de julho se inscrevam”, disso o ministro Padilha. Após essa etapa, a inscrição para municípios será reaberta apenas no final do ano.

No Mais Médicos, os profissionais formados no Brasil e os que têm diplomas revalidados no país têm prioridade nas vagas para as regiões carentes. Os postos que não forem preenchidos por eles são ocupados por médicos brasileiros que se formaram no exterior e, em seguida, pelos estrangeiros.

No caso dos estrangeiros, antes de iniciar o trabalho, os profissionais passarão por três semanas de capacitação, com foco no funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e língua portuguesa. Durante o período de atuação, terão o trabalho supervisionado por universidades. Os estrangeiros não precisarão fazer o Revalida (Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior) e, por isso, terão registro provisório por três anos para atuar na atenção básica e com validade restrita ao local para onde foram designados.

O Programa Mais Médicos foi criado por medida provisória e tem entre os objetivos ampliar o número de médicos nas regiões carente do país.

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