Ministério informa que 715 médicos  estrangeiros foram selecionados para o SUS

Por iG São Paulo |

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O maior número de concorrentes é de espanhóis, seguidos por portugueses e, depois, por argentinos

Levantamento divulgado neste sábado (10) pelo Ministério da Saúde aponta que 715 médicos formados no exterior foram selecionados para trabalhar no SUS (Sistema Único de Saúde) dentro do programa Mais Médicos. Desse total, 204 foram selecionados para a Região Sul do País, depois de um cruzamento de dados de regiões de interesse apontadas pelos candidatos.

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Rafael Belzunces/Futura Press
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A assessoria do Ministério explicou que a maior parte das cidades apontadas está localizada em áreas de fronteira e atribuiu o maior interesse pela região ao fato de muitos dos interessados serem argentinos. O maior número de concorrentes é de espanhóis, seguidos por portugueses e, depois, por médicos do país vizinho.

A Região Sudeste foi a segunda que teve mais municípios selecionados pelos interessados, um total de 162. No Nordeste, 153 médicos receberam o aval da Saúde. Já as Regiões Norte (137) e Centro-oeste (59) foram as que despertaram menor interesse dos profissionais. Juntas (196), elas tiveram menos citações do que o Sul.

O Ministério informou que o Mais Médicos registrou adesão de 3.511 municípios e que a seleção de profissionais começou com candidatos brasileiros, um total de 938. Agora, o governo completa a lista com os 715 estrangeiros, que foram divididos em dois grupos. O primeiro, formado por 521 clínicos, é o de "estrangeiros de fato". O segundo, que conta com 194 pessoas, foi criado com brasileiros que se formaram no exterior e que recebem esse tratamento diferenciado porque não têm diploma validado no Brasil.

No ato da inscrição ao programa, os interessados deviam, além de entregar a documentação, escolher seis cidades de interesse entre as que aderiram ao programa. Cada uma das cidades tinha de apresentar um perfil, como ser de grande ou pequeno porte ou estar numa região metropolitana, por exemplo.

O Ministério, em seguida, realizou um cruzamento de dados com os municípios de interesse e a necessidade de médicos com o objetivo de preencher o maior número de vagas possível. A lista divulgada pelo governo hoje, portanto, continha o nome do médico e o lugar para onde ele foi selecionado entre os municípios pré-indicados por ele mesmo. Os profissionais terão até segunda-feira para confirmar o interesse na vaga.

Defesa de Dilma

Hoje, Dilma saiu em defesa do programa Mais Médicos e fez um balanço da situação da saúde no país. Lembrou que o Brasil tem uma cobertura de 1,8 médico por mil habitantes, bem menor que a da Argentina, de 3,2, e a do Uruguai, de 3,7 médicos por mil habitantes. “Nós temos um problema de acesso ao médico, daí porque o governo federal decidiu fazer o Programa Mais Médicos, em consonância com o pleito dos prefeitos", justificou a presidenta.

Ela reconheceu a falta de médicos em várias especialidades como, por exemplo, a pediatria, e a má distribuição de leitos no Sistema Único de Saúde. Segundo Dilma, 700 municípios não têm nenhum médico e 1,9 mil tem menos de um profissional por 3 mil habitantes.

Para atrair profissionais, a presidenta explicou que o governo federal vai oferecer R$ 10 mil de salário aos médicos que se cadastrarem para trabalhar nos municípios que têm vagas. Nas localidades de difícil acesso, o valor chega a R$ 20 mil e na região amazônica, a R$ 30 mil.

As inscrições para o Programa Mais Médicos, segundo Dilma, serão reabertas em caráter permanente e vão privilegiar o trabalho em periferias de grandes cidades, locais de difícil acesso, interior do país e regiões Norte e Nordeste.

Com Agência Estado e Agência Brasil

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