“Errei politicamente, mas não cometi crime”, diz suspeito de depredar Itamaraty

Por iG Brasília | - Atualizada às

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Pedro Piccolo Contesini é uma das 7 pessoas identificadas pela PF como responsáveis pelo ato ocorrido dia 20 de junho

Integrante da Comissão Executiva Nacional Provisória da Rede Sustentabilidade, Pedro Piccolo Contesini, acusado de ser uma das sete pessoas que comandaram os atos de vandalismo no prédio do Itamaraty, durante os protestos ocorridos dia 20 de junho, afirmou em sua página do Facebook que “não cometeu crime”. Em depoimento publicado na noite desta quarta-feira, Contesini disse: “em nenhum momento me passou pela cabeça o que estava por vir e que poderia ser danoso à Rede”.

A participação Contesini foi revelada na edição desta quarta-feira do jornal Correio Braziliense. A própria Rede Sustentabilidade, segundo o jornal, teve conhecimento da acusação contra o seu integrante desde o início dessa semana. Até o momento, entretanto, o movimento não adotou sanções contra Contesini.

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Durante os protestos, um grupo de manifestantes conseguiu invadir o prédio do Itamaraty e quebrou 65 janelas. Vidros foram pichados, os manifestantes colocaram fogo no prédio e destruíram alguns móveis. O prejuízo chegou a R$ 18,4 mil apenas com a reposição dos vidros quebrados segundo o Itamaraty.

Contesini foi identificado pela Polícia Civil do Distrito Federal ainda no final de junho e prestou esclarecimentos na tarde do dia 24 de junho após ser identificado por meio de fotos e de vídeos feitos pela Polícia Militar durante as manifestações. Em uma das fotos, ele estava com uma barra de ferro na mão. No dia do depoimento, o integrante da Rede Sustentabilidade negou que tenha cometido qualquer ato de depredação no prédio do Itamaraty. No dia do protesto, ele usava uma camiseta da Rede Sustentabilidade.

Na sua página do Facebook, Contesini admitiu que cometeu erros ao usar uma camisa da Rede e que a orientação da executiva era ficar fora das manifestações. “Havia entre nós uma avaliação de que a Rede deveria, como instituição, manter-se afastada das ruas, para evitar qualquer acusação equivocada (ou manipulada) de que queríamos nos aproveitar dos protestos, uma vez que, de várias maneiras, eles se identificavam muito com nossa trajetória e preocupações”, disse Contesini.

Ele ainda justificou a invasão no prédio do Itamaraty após ter sido vítima de spray de pimenta e bombas de gás lacrimogêneo e de efeito. “A tensão foi crescendo e o único lugar que parecia mais desguarnecido de tropas era o Palácio do Itamaraty, para onde a PM praticamente empurrou uma parte dos manifestantes, ao continuar a jogar bombas sobre o gramado diante do Congresso”, descreveu.

“Hoje vejo com clareza os excessos que cometi e o risco a que submeti a Rede, de ser caluniada ou passar a ser objeto de insinuações de ter algo a ver com os quebra-quebras durante as manifestações. Seria algo impensável, pois a linha política da Rede vai em outra direção, sem nenhuma afinidade com soluções violentas, venham de que lado vierem. Estou arrependido, errei politicamente, mas em nenhum momento cometi crime”, disse o integrante da Rede.

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