Médicos mantêm paralisações no País

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Em convocação nacional, categoria protesta pelo 2º dia contra reforma na categoria e pede investimento na saúde

Profissionais médicos continuam protestando em várias cidades do país contra o programa Mais Médicos e os vetos presidenciais ao Ato Médico. Ontem (30), em Brasília, grupo de 70 manifestantes ficou concentrado em frente ao Ministério da Saúde. Nesta manhã, foram registrados em diversos Estados, como Goiás, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina.

Entenda: Médicos protestam contra reforma na categoria em 22 Estados

Manifestante se veste de caveira durante protesto de médicos em São Paulo, nesta quarta-feira (31). Foto: Futura PressFuncionários da saúde realizam protesto em São Paulo (SP), nesta quarta-feira (31), contra medidas do governo. Foto: Futura PressFuncionários da saúde realizam protesto em frente à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SP), nesta quarta-feira (31). Foto: Futura PressO objetivo do ato realizado em São Paulo, nesta quarta-feira (31), é pressionar o governador de São Paulo Geraldo Alckmin a cumprir os acordos que levaram a suspensão da última greve da categoria. Foto: Futura PressProtesto de médicos realizado no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (31), é contra o programa Mais Médicos. Foto: Futura PressMédicos realizam manifestação na Cinelândia no Rio de Janeiro (RJ), nesta quarta-feira (31). Foto: Futura PressMédicos realizam protesto no centro de Florianópolis (SC), nesta quarta-feira (31). Foto: Futura PressMédicos protestam contra recentes decisões do Governo, incluindo a contratação de profissionais estrangeiros no centro de Florianópolis (SC), nesta quarta-feira (31). Foto: Futura PressEstudantes de medicina protestam no centro de Florianópolis (SC), nesta quarta-feira (31). Foto: Futura PressMédicos no centro de Florianópolis (SC), nesta quarta-feira (31), levam bexigas pretas para representar luto em relação ao sistema de saúde brasileiro . Foto: Futura PressParalisação de médicos na manhã desta terça-feira (30), no centro de Curitiba (PR). Foto: Futura PressMédicos realizam ato público na Hemorio, Centro do Rio de Janeiro (RJ), nesta terça-feira (30). Foto: Futura PressMédicos fazem novo protesto e paralisam as atividades em Brasília (DF), nesta terça-feira (30). Foto: Futura PressMédicos e estudantes de medicina realizam protesto saindo do Hospital Walfredo Gurgel com destino a Sede do Governo do Estado no Centro Administrativo em Natal (RN), nesta terça-feira (30). Foto: Futura PressMédicos realizam protesto saindo do Hospital Dutra no centro da cidade de São Luís (MA), nesta terça-feira (30). Foto: Futura Press

A categoria tamvém cobra investimentos, da ordem de 10%, da receita bruta da União, na saúde pública. Os médicos atenderam à convocação da Federação Nacional dos Médicos (Fenam) para que ontem e hoje a categoria suspenda as atividades na rede pública, exceto nos serviços de urgência e emergência.

Nesta manhã, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, criticou o cancelamento de cirurgias e consultas em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), como forma de protesto. “O Ministério está com as portas abertas para ouvir sugestões. Mas não concordo que se prejudique a população que às vezes espera meses por uma cirurgia ou para uma consulta. Apresentem as propostas concretas, mas não partam para uma tática que prejudique a população”, disse ao se referir à paralisação.

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Também houve paralisação do atendimento em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul. Em Belo Horizonte, capital mineira, médicos fizeram manifestação e anunciaram que amanhã também haverá paralisação e passeata. No Rio Grande do Sul, o sindicato anunciou que o movimento atingiu todo o atendimento eletivo da rede pública e que as manifestações se estenderam por todo o estado.

“A mobilização nacional é um recado muito forte da categoria médica às autoridades. Assim como a baixa adesão ao Programa Mais Médicos, que não oferece a mínima garantia trabalhista ao profissional, como décimo terceiro salário, férias e carteira assinada. Ele sabe que depois de três anos estará desempregado”, disse, em nota, o presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, Paulo de Argollo Mendes.

Em resposta às críticas dos médicos, o Ministério da Saúde informou ainda que a prioridade do governo é o profissional brasileiro. A chamada de médicos é uma medida de caráter transitório. O ministério ressaltou que está aberto ao diálogo com as entidades de classe e lamenta “qualquer prejuízo que as paralisações possam causar no atendimento aos pacientes".

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