Em convocação nacional, categoria protesta pelo 2º dia contra reforma na categoria e pede investimento na saúde

Profissionais médicos continuam protestando em várias cidades do país contra o programa Mais Médicos e os vetos presidenciais ao Ato Médico. Ontem (30), em Brasília, grupo de 70 manifestantes ficou concentrado em frente ao Ministério da Saúde. Nesta manhã, foram registrados em diversos Estados, como Goiás, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina.

Entenda: Médicos protestam contra reforma na categoria em 22 Estados

A categoria tamvém cobra investimentos, da ordem de 10%, da receita bruta da União, na saúde pública. Os médicos atenderam à convocação da Federação Nacional dos Médicos (Fenam) para que ontem e hoje a categoria suspenda as atividades na rede pública, exceto nos serviços de urgência e emergência.

Nesta manhã, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, criticou o cancelamento de cirurgias e consultas em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), como forma de protesto. “O Ministério está com as portas abertas para ouvir sugestões. Mas não concordo que se prejudique a população que às vezes espera meses por uma cirurgia ou para uma consulta. Apresentem as propostas concretas, mas não partam para uma tática que prejudique a população”, disse ao se referir à paralisação.

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Também houve paralisação do atendimento em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul. Em Belo Horizonte, capital mineira, médicos fizeram manifestação e anunciaram que amanhã também haverá paralisação e passeata. No Rio Grande do Sul, o sindicato anunciou que o movimento atingiu todo o atendimento eletivo da rede pública e que as manifestações se estenderam por todo o estado.

“A mobilização nacional é um recado muito forte da categoria médica às autoridades. Assim como a baixa adesão ao Programa Mais Médicos, que não oferece a mínima garantia trabalhista ao profissional, como décimo terceiro salário, férias e carteira assinada. Ele sabe que depois de três anos estará desempregado”, disse, em nota, o presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, Paulo de Argollo Mendes.

Em resposta às críticas dos médicos, o Ministério da Saúde informou ainda que a prioridade do governo é o profissional brasileiro. A chamada de médicos é uma medida de caráter transitório. O ministério ressaltou que está aberto ao diálogo com as entidades de classe e lamenta “qualquer prejuízo que as paralisações possam causar no atendimento aos pacientes".

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