Mais Médicos: 45% dos inscritos têm registros inválidos em CRMs

Por Agência Brasil |

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Dado pode estar relacionado à suspeita de sabotagem ao programa, organizada por médicos nas redes sociais

Agência Brasil

Das 18.450 inscrições registradas pelo Programa Mais Médicos, 8.307 apresentaram números inválidos de registros em conselhos regionais de medicina, o equivalente a mais de 45% do total. Perguntado se o dado está relacionado à suspeita de sabotagem ao programa, organizada por meio das redes sociais, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que entre as inconsistências pode haver casos de erros de digitação e inscrição de profissionais recém-formados, que ainda não têm o registro atualizado nos conselhos regionais de Medicina (CRMs) e podem corrigir os dados até domingo (28).

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Os médicos brasileiros tem até a meia-noite de domingo (28) para finalizar o cadastro, corrigir dados e concluir a entrega dos documentos. Os estrangeiros terão até 8 de agosto para entregar os documentos.

"O Ministério da Saúde criou filtros para impedir que uma pessoa que não queira atender a população na perifeira e municípios do interior possa atrasar a chegada de médicos para essa população. Esse filtro identificou que tem 8 mil CRMs inconsistentes, e eles têm até o dia 28 para corrigir e confirmar os dados. Têm médicos que o CRM foi emitido esta semana. Esse filtro é para proteger o médico que quer ir trabalhar na periferia das grandes cidades e no interior, para que não tenha a vaga ocupada por outro que não queira de fato trabalhar nessa região, e sobretudo proteger a população que está esperando esse médico o mais rápido possível", disse Padilha.

Em São Paulo, o protesto dos médicos aconteceu na avenida Paulista e reuniu 5 mil pessoas, de acordo com a PM. Foto: Paula Pacheco/iGProtesto de médicos no Maranhão. Foto: Marco Britto/Futura PressProtesto de médicos no Maranhão. Foto: Marco Britto/Futura PressProtesto de médicos no Paraná. Foto: Vagner Rosario/Futura PressProtesto de médicos no Paraná. Foto: Vagner Rosario/Futura PressProtesto de médicos no Piauí. Foto: Raoni Barbosa/Futura PressProtesto de médicos no Piauí. Foto: Raoni Barbosa/Futura PressProtesto de médicos em Florianópolis. Foto: Felipe Carneiro/FuturaPressProtesto de médicos em Florianópolis. Foto: Felipe Carneiro/FuturaPressProtesto de médicos no Pará. Foto: Igor Mota/Futura PressProtesto de médicos no Pará. Foto: Igor Mota/Futura PressProtesto de médicos no RJ . Foto: Reynaldo Vasconcelos/Futura PressProtesto de médicos no RJ . Foto: Reynaldo Vasconcelos/Futura Press

"Temos que esperar até domingo para ver que médicos realmente têm interesse em atender. Temos que ver também outros vínculos dos profissionais com hospitais e ver quais realmente querem atender nas periferias e interior do país", acrescentou.

Suspeita de Sabotagem

Após receber denúncias de que grupos estariam se mobilizando nas redes sociais para inviabilizar o programa, o ministro pediu que a Polícia Federal (PF) acompanhasse o processo de inscrições. O ministério também alterou regras do programa e passou a exigir que os candidatos apresentem documento em que declarem que vão deixar vaga de residência médica ou do Programa de Valorização da Atenção Básica (Provab) para atuar no Mais Médicos. A declaração deve ser apresentada no ato da inscrição.

Dos inscritos, há 1.270 que são médicos residentes que terão de formalizar o desligamento de programas de especialização para homologar a participação no Mais Médicos.

"A PF vai acompanhar todo o processo, a finalização da inscrição, a finalização da escolha de municípios para ter evidências do que de fato está acontecendo ou não", informou o ministro.

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