Presidente não compareceu ao encontro do diretório nacional do PT para realizar reunião ministerial

A presidente Dilma Rousseff se encontrou com quatro ministros neste sábado para tratar da segurança do papa Francisco durante a Jornada Mundial da Juventude no País. Por causa da reunião, a Dilma não participou do encontro do diretório nacional do PT em Brasília. 

Participaram da reunião com Dilma os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, de Relações Exteriores, Antonio Patriota, da Defesa, Celso Amorim, e da Secretaria-geral da Presidência, Gilberto Carvalho. Depois de pouco mais de duas horas, apenas o ministro da Justiça continuava reunido com a presidente.

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O papa chega ao Rio de Janeiro na segunda-feira (22) e permanece até domingo (28) . São esperados 800 mil turistas no Rio e 2 milhões de pessoas devem circular nos eventos com a presença do pontífice. O governo está preocupado com as manifestações que acontecem no Rio e quer que os preparativos assegurem que não haja imprevistos na visita do papa ao País.

São esperados 800 mil turistas no Rio de Janeiro durante a visita do papa Francisco
SERGIO MORAES/REUTERS/Newscom
São esperados 800 mil turistas no Rio de Janeiro durante a visita do papa Francisco

O esquema montado para proteger o papa terá 12.259 militares das três Forças e 10 mil agentes, a maioria da Polícia Militar. Também há agentes da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Federal, da Polícia Civil, da Força Nacional, da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e da Guarda Municipal. Sob coordenação do Ministério da Justiça, os agentes ficam responsáveis principalmente pela segurança dos quatro eventos na Praia de Copacabana, na próxima semana, incluindo a Via Crucis .

Das Forças Armadas, 700 militares da Aeronáutica, 2,5 mil da Marinha, 7 mil do Exército estão de prontidão. O Exército atuará com poder de polícia, graças a um decreto presidencial, em Guaratiba, na zona oeste, no Campus Fidei, onde o papa fará sua última aparição pública no Brasil. Lá são esperadas 1,5 milhão de pessoas. Já na visita a Aparecida do Norte (SP), 2.059 homens da três Forças participam das ações de defesa na cidade e na proteção do papa.

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Nesta sexta-feira, uma mudança no roteiro da chegada do papa ao Rio de Janeiro foi anunciada. A ideia inicial era que o papa fosse de papamóvel do Palácio São Joaquim, na Glória, para o Guanabara, onde um protesto na semana passada acabou em confronto entre policiais e manifestantes. Por questões de segurança, o papa vai de carro fechado da base aérea do Galeão até a Catedral Metropolitana, de onde vai partir em jipe aberto para um passeio no centro. O papa Francisco chegará ao Palácio da Guanabara, onde a presidente Dilma e outras autoridades o aguardarão, de helicóptero.

Infraestrutura

Dezoito infraestruturas estratégicas, como usinas nucleares, estradas e pontos de captação de água, telecomunicações, serão protegidos durante a visita pelos militares, que ainda vão fazer o patrulhamento aéreo e marítimo. Ao todo, serão utilizados dois aviões, oito helicópteros e dois veículos aéreos não tripulados (Vants). Três aviões estarão de prontidão.

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Para complementar as ações integradas dos ministérios da Defesa e da Justiça, a Agência de Brasileira de Inteligência (Abin) monitora riscos e ameaças que possam colocar em perigo a segurança do papa e da população.

Na madrugada de quinta-feira, 18, um tumulto com saques e depredações aconteceu depois de manifestação na porta da casa do governador, no Leblon (zona sul).

Veja fotos dos preparativos da visita do papa:


*Com Agência Brasil e Agência Estado

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