Além dos presos, foram apreendidos carros de luxo, equipamentos eletrônicos, documentos e apartamentos

Agência Estado

As Policias Civis de São Paulo e do Ceará divulgaram nesta sexta-feira (05) balanço da Operação Factum. Além de 33 prisões, sendo 11 em São Paulo e 22 no Ceará, foram apreendidos sete carros de luxo, equipamentos eletrônicos, documentos, computadores e apartamentos. A Factum cumpre ainda sete mandatos de prisão. A quadrilha é acusada de estelionato, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional.

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O diretor da Polícia Civil do Interior do Ceará, delegado Jocel Beserra Dantas, informou que mais de 200 pessoas foram prejudicadas pela quadrilha que usava o nome delas para benefício próprio em abertura de contas bancárias. "Eles movimentaram milhões de reais com estas fraudes", destacou o delegado.

Jocel Dantas afirmou que "de posse dos dados das pessoas, os bandidos passavam a fazer compras de objetos para uso pessoal ou que pudessem ser revendidos". Ele lembrou que "na casa de uma das pessoas, que foi presa em São Paulo, havia mais de dois mil cheques. Centenas de pessoas foram vítimas deste bando", disse Dantas.

A Factum é resultado de cinco anos de investigação, na qual a polícia diz que foi comprovada clonagem de Cadastros de Pessoas Físicas (CPFs), empréstimos e compra de carros em nomes de "laranjas".

Das 11 pessoas presas em São Paulo está o que a Operação considera de chefe da quadrilha, o cearense Narcílio Domingos de Aguiar. A quadrilha tinha ramificações em cinco cidades da Zona Norte do Ceará: Itapipoca, Amontada, Trairi, Uruburetama e Tururu; e em São Paulo.

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