Manifestante participou do movimento que tentou entrar no Congresso por meio do enfrentamento com a Polícia Militar; veja como foi o choque da polícia e manifestantes

A ação individual de manifestantes em Brasília aos poucos deu aos protestos um tom de revolta contra todo poder estabelecido, sem que para isso haja uma bandeira ideológica ou política. A reportagem do iG conversou com um dos manifestantes que tentou ocupar o Congresso nesta quinta-feira (20). “Esses políticos fazem o quer, como quer. Não tem mais respeito pelo povo. Então é pra eles saberem que o povo está saturado. Eles têm que passar medo, tem de saber que não são imortais”, afirma.

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A falta de uma liderança centralizada foi o que levou um pequeno grupo a tentar furar o cerco da polícia na tentativa de avançar sobre o Palácio do Planalto. O desentendimento entre manifestantes que defendiam atos sem violência e outros mais exaltados foi registrado pelo iG .

Após a tentativa frustrada, o grupo disposto a furar o bloqueio policial desceu para o gramado do Congresso, onde ocupou o espelho d’água em frente ao Senado. A estratégia era forçar a entrada jogando água e bombas de artifício em direção à polícia.

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Outro grupo de manifestantes se reuniu em frente à entrada da garagem do Congresso. A polícia dispersou a ação com o uso de spray de pimenta e bombas de gás lacrimogênio.

Após a dispersão da manifestação pela polícia, parte deles partiu para o Palácio do Itamaraty, onde funciona o Ministério das Relações Exteriores. Os manifestantes conseguiram avançar sobre as pontes que dão acesso à entrada do Itamaraty, onde atearam fogo no interior do prédio jogando bombas caseiras. A polícia reagiu com bombas de efeito moral e balas de borracha.


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