Cinco pessoas foram presas temporariamente por vandalismo no Palácio do Itamaraty; Polícia Federal fez perícia no local e também deve investigar o caso

A Polícia Civil do Distrito Federal (DF) vai investigar os responsáveis pelos atos de vandalismo no Palácio do Itamaraty e na Esplanada dos Ministérios. Na noite de quinta-feira, cinco pessoas foram presas em flagrante por crimes como depredação ao patrimônio público, desacato e resistência à prisão durante as manifestações. Os cinco detidos já assinaram um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foram liberados.

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Durante as manifestações desta quinta-feira, que reuniram aproximadamente 30 mil pessoas na capital federal, houve depredações no Itamaraty e na Esplanada dos Ministérios. A Polícia Militar gravou os atos de vandalismo e repassou as imagens à Polícia Civil para que os autores sejam identificados. A princípio, a PM não quis informar se os vândalos fazem parte de alguma tribo, mas suspeita-se que a depredação tenha sido incitada por punks e skinheads infiltrados no movimento.

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Na manhã desta sexta-feira, a Polícia Federal também realizou uma perícia no Itamaraty e a expectativa é de que também abra um processo de investigação. Durante esta semana, a Polícia Militar do DF monitorou um grupo de aproximadamente 50 pessoas que incitaram depredações de prédios públicos nas manifestações. Até agora, a PM não sabe se partiu desse grupo sob monitoramento os atos de vandalismo desta quinta-feira.

Segundo o tenente-coronel Zilfrank Antero de Araújo, porta-voz da Polícia Militar do DF, as depredações no Itamaraty foram fruto, principalmente, de falhas na segurança no local. Ele informou que havia apenas um fuzileiro naval e integrantes de uma empresa de segurança armada fazendo o policiamento do local no momento dos protestos. “A Polícia Militar não podia entrar no prédio antes por questões de atribuições. Tanto que só pudemos entrar quando fomos autorizados pela Marinha, responsável pela segurança do prédio”, disse o tenente-coronel Zilfrank.

Nas manifestações, o Palácio do Itamaraty foi pichado e teve vidros quebrados. Além disso, houve focos de incêndios dentro do prédio. A escultura Meteoro, de Bruno Giorgi, foi escalada por manifestantes. Eles tentaram invadir o prédio por onde normalmente entram os assessores e funcionários.

Também segundo a a Polícia Militar do DF, um fato que tem incentivado os atos de vandalismo é o “senso de impunidade”, que tem sido tão criticado pelos manifestantes. Pela legislação penal, um manifestante não pode ficar preso por ato de depredação de patrimônio público. Ele normalmente é levado à delegacia e depois responde na Justiça. Como esse é um crime de baixo potencial ofensivo, após condenado, um manifestante normalmente tem como pena a prestação de serviços à comunidade.

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