Polícia Civil abre investigação sobre depredação em Brasília

Por Wilson Lima - iG Brasília | - Atualizada às

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Cinco pessoas foram presas temporariamente por vandalismo no Palácio do Itamaraty; Polícia Federal fez perícia no local e também deve investigar o caso

A Polícia Civil do Distrito Federal (DF) vai investigar os responsáveis pelos atos de vandalismo no Palácio do Itamaraty e na Esplanada dos Ministérios. Na noite de quinta-feira, cinco pessoas foram presas em flagrante por crimes como depredação ao patrimônio público, desacato e resistência à prisão durante as manifestações. Os cinco detidos já assinaram um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foram liberados.

Quinta: Manifestantes colocam fogo no Palácio do Itamaraty e tentam invadir o prédio

Brasília: Polícia Federal faz perícia no Itamaraty após protestos violentos

Durante as manifestações desta quinta-feira, que reuniram aproximadamente 30 mil pessoas na capital federal, houve depredações no Itamaraty e na Esplanada dos Ministérios. A Polícia Militar gravou os atos de vandalismo e repassou as imagens à Polícia Civil para que os autores sejam identificados. A princípio, a PM não quis informar se os vândalos fazem parte de alguma tribo, mas suspeita-se que a depredação tenha sido incitada por punks e skinheads infiltrados no movimento.

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Manifestantes colocam fogo no Palácio do Itamaraty em protesto que reuniu mais de 20 mil. Foto: ReutersManifestantes colocam fogo no Palácio do Itamaraty e são contidos pela polícia. Foto: DivulgaçãoManifestantes colocam fogo no Palácio do Itamaraty em protesto que reuniu mais de 20 mil. Foto: ReproduçãoManifestantes tentam invadir Palácio do Itamaraty em protesto que reuniu 20 mil em Brasília. Foto: ReproduçãoManifestantes entram em confronto com a polícia em Brasília. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABrManifestantes entram em confronto com a polícia em Brasília. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABrManifestantes entram em confronto com a polícia em Brasília. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABrCerca de 20 mil pessoas protestam em frente ao Congresso Nacional. Foto: Agência BrasilMais de 20 mil manifestantes estão em frente ao Planalto, em Brasília. Foto: BSB Valter Campanato ABrMais de 20 mil manifestantes estão em frente ao Planalto, em Brasília. Foto: BSB Valter Campanato ABrMais de 20 mil manifestantes estão em frente ao Planalto, em Brasília. Foto: BSB Valter Campanato ABrManifestantes voltam às ruas no DF com bandeiras contra a PEC 37, "Fora Renan", contra obras da Copa e outras bandeiras. Foto: Nivaldo Souza/iG Brasília

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Na manhã desta sexta-feira, a Polícia Federal também realizou uma perícia no Itamaraty e a expectativa é de que também abra um processo de investigação. Durante esta semana, a Polícia Militar do DF monitorou um grupo de aproximadamente 50 pessoas que incitaram depredações de prédios públicos nas manifestações. Até agora, a PM não sabe se partiu desse grupo sob monitoramento os atos de vandalismo desta quinta-feira.

Segundo o tenente-coronel Zilfrank Antero de Araújo, porta-voz da Polícia Militar do DF, as depredações no Itamaraty foram fruto, principalmente, de falhas na segurança no local. Ele informou que havia apenas um fuzileiro naval e integrantes de uma empresa de segurança armada fazendo o policiamento do local no momento dos protestos. “A Polícia Militar não podia entrar no prédio antes por questões de atribuições. Tanto que só pudemos entrar quando fomos autorizados pela Marinha, responsável pela segurança do prédio”, disse o tenente-coronel Zilfrank.

Nas manifestações, o Palácio do Itamaraty foi pichado e teve vidros quebrados. Além disso, houve focos de incêndios dentro do prédio. A escultura Meteoro, de Bruno Giorgi, foi escalada por manifestantes. Eles tentaram invadir o prédio por onde normalmente entram os assessores e funcionários.

Também segundo a a Polícia Militar do DF, um fato que tem incentivado os atos de vandalismo é o “senso de impunidade”, que tem sido tão criticado pelos manifestantes. Pela legislação penal, um manifestante não pode ficar preso por ato de depredação de patrimônio público. Ele normalmente é levado à delegacia e depois responde na Justiça. Como esse é um crime de baixo potencial ofensivo, após condenado, um manifestante normalmente tem como pena a prestação de serviços à comunidade.

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