Presidente nacional do partido emitiu uma nota na qual conclama governantes do partido a reduzirem as tarifas em curto prazo. Já Lula pediu que os sindicatos entrem na campanha

O PT e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciaram nesta quarta-feira (19) um movimento para encampar os protestos contra aumentos de tarifas no transporte coletivo iniciados em São Paulo que se espalharam por todo o País.

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O presidente nacional do PT, Rui Falcão, emitiu uma nota no início da noite na qual conclama governantes do partido em todo País a encontrarem novas formas de financiamento e reduzirem as tarifas em curto prazo.

“Diante das demandas por transporte de melhor qualidade e barato, o Diretório Nacional do PT recomenda aos nossos governos que encontrem uma resposta necessária, que, no curto prazo, reduza as tarifas de transporte e, num médio prazo, em conjunto com os governos estadual e federal e com ampla participação popular, discuta soluções para um novo financiamento público da mobilidade urbana”, diz a nota do presidente do PT.

Já Lula incentivou dirigentes das principais centrais sindicais a entrarem na luta pela melhoria do transporte coletivo em reunião realizada na sede do Instituto Lula, na tarde desta quarta-feira, pouco antes do anúncio da redução de tarifas em São Paulo.

“Não são só os R$ 0,20, é a qualidade ruim. Vamos fazer nossas manifestações”, disse o presidente da Força Sindical, João Carlos Juruna, na saída do instituto.

Segundo ele, a primeira iniciativa é do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, que marcou uma manifestação para sexta-feira no bairro da Mooca pela melhoria de condições de mobilidade em São Paulo.

“O ex-presidente nos disse que acha que os sindicalistas devem entrar nesta pauta”, disse Juruna.

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O presidente do PT também defendeu que o partido participe das manifestações pelo passe livre em todo o Brasil para evitar que a oposição ocupe espaços e instrumentalize as manifestações contra o governo Dilma Rousseff.

“A presença de filiados do PT, com nossas cores e bandeiras neste e em todos os movimentos sociais, tem sido um fator positivo não só para o fortalecimento, mas, inclusive, para impedir que a mídia conservadora e a direita possam influenciar, com suas pautas, as manifestações legítimas”, diz a nota de Falcão.

Ele encontrou pelo dois pontos em comum entre os protestos e a pauta do partido. A primeira é a necessidade da reforma política, evidenciada pela hostilidade dos manifestantes a presença de partidos políticos. A segunda é a regulamentação da mídia. Na terça-feira manifestantes incendiaram um carro da TV Record na frente da prefeitura de São Paulo . Na véspera o repórter Caco Barcellos, da TV Globo, foi hostilizado e impedido de trabalhar no Largo da Batata .

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