Ministro promete conversar com governadores para evitar conflitos

Por Nivaldo Souza - iG Brasília | - Atualizada às

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Ação moderada em Brasília foi negociada por Gilberto Carvalho (Secretária da Presidência), que disse a pai de estudante que mediaria com governadores para PM ser moderada

Depois de afirmar que a ação da Polícia Militar de Brasília para conter manifestantes na abertura da Copa das Confederações respondeu a um protesto “infantil, com argumentos vazios", o ministro Gilberto Carvalho mudou de argumentos. Ele mediou pessoalmente a ação da PM no protesto que reuniu 5 mil manifestantes na capital federal ontem.

A conversa com o governador Agnelo Queiroz (PT-DF) foi prometida por Carvalho ao veterinário e estudante do terceiro semestre de direito Rodrigo Montezuma, durante reunião no Palácio do Planalto. “Ao ministro disse que as manifestações são legítimas e que são preocupação do governo (federal)”, afirma nesta entrevista em vídeo ao iG.

Montezuma é pai de uma estudante de ciência política da Universidade de Brasília (UnB), que participou do ato contra a reforma de R$ 1,2 bilhão do Estádio Mané Garrincha. O protesto foi duramente reprimido pelas forças especiais da polícia do Distrito Federal.

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O veterinário de 44 anos assistiu ao convite feito por Carvalho para que as lideranças da manifestação comparecessem no Planalto para uma reunião. Apenas Montezuma participou, ao lado da filha de 21 anos. “Ele (Carvalho) disse que repassaria aos governadores (pedido de moderação da PM), para que as pessoas que venham expressar seu direito constitucional de liberdade de pensamento possam participar (dos protestos) sem serem acochadas pela polícia”, diz.

Montezuma também conversou com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que prometeu dar respaldo jurídico a manifestantes precisem - no último sábado, foram realizadas 29 detenções e, entre os presos, estavam dez menores de idade. “É um absurdo num país democrático como o Brasil tratar manifestante na bala de borracha. Eu fui falar com o ministro e com a OAB como pai que também participa das manifestações e incentiva a filha a participar”, diz.

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