Justificativa foi de que a Funai e o Ministério Público Federal não foram consultados. Nova decisão estabeleceu prazo de 36 horas para a União, Funai e MPF se manifestarem

Agência Estado

A Justiça Federal anulou na noite desta segunda-feira (03), a liminar que dava prazo de 48 horas para os índios deixarem a Fazenda Buriti, em Sidrolândia (MS), onde o terena Oziel Gabriel foi morto. A justificativa foi de que a Funai e o Ministério Público Federal não foram consultados. A nova decisão estabeleceu prazo de 36 horas para a União, Funai e MPF se manifestarem sobre o caso.

A liminar: Justiça dá novo prazo para que terenas deixem fazenda onde índio foi morto

Reintegração de posse em Sidrolândia, em Mato Grosso do Sul
Futura Press
Reintegração de posse em Sidrolândia, em Mato Grosso do Sul

Os índios que ocupam a área foram notificados, mas rasgaram o documento com a decisão da primeira liminar, da juíza federal Raquel Domingues do Amaral. A resistência da comunidade em deixar o local aumentou após a morte de Oziel Gabriel durante ação de reintegração de posse da fazenda.

O episódio causou reação em cadeia e comunidades organizaram novas ocupações em fazendas em Mato Grosso do Sul, bloquearam rodovias no Rio Grande do Sul e invadiram a sede do PT em Curitiba.

O caso:
Índios resistem a sair de fazendas em Mato Grosso do Sul
Dilma tenta adiar desapropriações de terras sob disputa de índios e ruralistas

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, deve se reunir com lideranças indígenas e representantes do governo nesta quinta-feira (06), para tratar do conflito na Fazenda Buriti. O Palácio do Planalto quer buscar rapidamente soluções para a questão das demarcações de terras por avaliar que os conflitos desgastam a imagem da presidente Dilma Rousseff entre os movimentos sociais.

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