Em ação de reintegração de posse da Fazenda Buriti, em Sidrolândia (MS), o índio Osiel Gabriel acabou morto e ao menos três tiveram que ser atendidos no hospital da região

Agência Brasil

O governo de Mato Grosso do Sul garantiu que os policiais militares que participaram nesta quinta-feira (30), da ação de reintegração de posse da Fazenda Buriti, em Sidrolândia (MS), não usaram armamento letal. O índio Osiel Gabriel foi morto e ao menos três tiveram que ser atendidos no Hospital Beneficente Elmíria Silvério Barbosa.

Índio morre em confronto com policiais em Mato Grosso do Sul

Em nota divulgada esta tarde, o governo sul-mato-grossense esclarece que os policiais militares apoiavam a ação coordenada pela Polícia Federal (PF), em cumprimento à decisão judicial. Os policiais militares empregados na operação integram a Companhia de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais, especializada em atuar em condições como as verificadas para retirar o grupo de índios terenas da Fazenda Buriti. Ainda segundo o governo estadual, a tropa só usa armamento municiado com balas de borracha e equipamentos necessários à proteção dos próprios policiais.

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"O comando da Polícia Militar recebeu, da Polícia Federal, informação de que contra os policiais teria sido utilizada arma de fogo", informa a nota, acrescentando que o governador André Puccinelli tentou contato com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a fim de pedir ações do governo federal para "aliviar a tensão e evitar novos conflitos, considerando que a questão fundiária e dos interesses dos indígenas é responsabilidade da União".

"Não sendo possível o contato, o governador falou com o general Roberto Sebastião Peternelli Junior que está substituindo o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, José Elito Carvalho Siqueira, e pediu intervenção imediata do governo federal para que a situação seja resolvida", conclui a nota.

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