Santa Catarina enfrenta nova onda de violência com 12 ataques

Por Agência Estado |

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Um grupo criminoso assumiu a autoria e deixou no local do crime dois DVDs contendo denúncias de maus tratos e superlotação na penitenciária de São Pedro de Alcântara

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O Estado de Santa Catarina enfrenta uma nova onda de violência desde a madrugada da última segunda-feira (20) quando um ônibus foi incendiado em São José, na Grande Florianópolis. Um grupo criminoso assumiu o ataque e deixou no local do crime dois DVDs contendo denúncias de maus tratos e superlotação na penitenciária de São Pedro de Alcântara, também na região metropolitana da capital.

Na semana anterior, o Ministério Público de Santa Catarina já havia denunciado ao governo estadual a situação do presídio. Segundo o MP, há problemas de abastecimento de água, falta de colchões e do kit de higiene entregue aos detentos. No dia 20, o governador Raimundo Colombo (PSD) se reuniu com os secretários de Segurança Pública e de Justiça e Cidadania (pasta responsável pela administração dos presídios) para investigar a denúncia e determinou alerta total das polícias civil e militar no Estado.

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Do primeiro ataque até esta segunda-feira (27) já são 12 as ocorrências contabilizadas pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) de SC. Segundo a Polícia Militar, somente em outros dois casos ficou comprovado o envolvimento de facções criminosas. "Os casos ainda estão sob investigação e não há evidências de que as facções mandantes tenham ligação entre si", afirma a coronel da PM de Santa Catarina, Claudete Lehmkuhl.

Para Claudete, há fortes indícios de que as demais ocorrências não passem de atitudes de vandalismo. Nem a SSP nem a PM indicaram alguma correlação entre os ataques. Além da queima de ônibus e veículos particulares, criminosos atiraram contra os prédios da Câmara de Vereadores de Itajaí e da Delegacia Civil de Blumenau ao longo da última semana. Os disparos também entram nas atitudes de violência classificadas como "crimes comuns" (sem o mando de um grupo criminosos) da PM.

"Estamos investigando os casos sem ter a precipitação de já classificar como um atentado. É preciso verificar se não se trata de vandalismo, de vingança pessoal", disse a coronel. Ainda segundo a policial, um esquema especial de operações está em andamento no Estado.

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