"Estamos muito preocupados", afirmou o diretor do departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis, Claudio Maierovitch, durante divulgação de resultados nesta terça-feira

O Estado de São Paulo registrou até agora 55 mortes por  gripe A (H1N1) , o que representa 90% de todos os óbitos registrados até agora no País, de acordo com dados do Ministério da Saúde. "Estamos muito preocupados", afirmou o diretor do departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis, Claudio Maierovitch.

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o diretor do departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis, Claudio Maierovitch
Agência Brasil
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o diretor do departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis, Claudio Maierovitch

Até o dia 12 de maio, foram contabilizados 388 casos da doença em todo Brasil, com 61 mortes. De acordo com Ministério da Saúde, a epidemia este ano começou mais cedo.

"Para o Estado de São Paulo foi enviado uma equipe para investigação detalhada dos óbitos causados pela influenza", afirmou Maierovitch durante balanço divulgado nesta terça-feira (21); Reuniões de emergência estão sendo realizadas em São Paulo. 

A ideia é alertar médicos, incluindo os de planos de saúde, e garantir o acesso de pacientes ao Oseltamivir, remédio usado para tratar a doença, nas primeiras 48 horas

Vacinação

O balanço do Ministério da Saúde divulgado nesta segunda-feira mostra que 32.466.619 pessoas foram vacinadas contra a gripe. O número representa cobertura de 83% do público-alvo, superando a meta estabelecida neste ano para a campanha contra a influenza.

Vacinação contra a gripe superou meta do Ministério da Saúde
Thinkstock/Getty Images
Vacinação contra a gripe superou meta do Ministério da Saúde

Os dados revelam que 19 Estados e o Distrito Federal tiveram mais de 80% de cobertura vacinal. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, recomenda que os Estados e municípios que não atingiram a meta continuem vacinando os grupos prioritários. “Os Estados e municípios que não atingiram a meta precisam prorrogar as campanhas de vacinação e desenvolver ações de busca ativa dos grupos prioritários que não foram vacinados, com visitas a essas pessoas”, explicou Padilha.

De acordo com o Ministério da Saúde, a campanha teve a maior adesão entre as mulheres em período de 45 dias após o parto, com 100% de cobertura, seguidas pelos trabalhadores em saúde, com 93%, pelas crianças, com 88%, e pelos idosos, com 82%.

O menor índice de vacinação foi registrado entre as gestantes. As mulheres grávidas ainda podem se vacinar. O governo lembra que a vacina é segura e não apresenta riscos nem para a mãe nem para o bebê.

* Com AE e Agência Brasil

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