Namorada de PC Farias comprou arma dias antes do crime, diz testemunha

Por Agência Estado |

compartilhe

Tamanho do texto

Sete pessoas já foram ouvidas no julgamento dos quatro policiais acusados de envolvimento na morte do ex-tesoureiro e de sua companheira. Ao todo, 20 pessoas devem depor

Agência Estado

A namorada de Paulo César Farias, Suzana Marcolina, comprou um revólver dias antes da morte do casal, de acordo com depoimento da empresária Mônica Aparecida Calheiros, durante o segundo dia de julgamento, nesta terça-feira (7). A arma foi vendida por R$ 350.

Irmão de PC Farias nega envolvimento no crime durante 2º dia de júri popular
Testemunha: 'O que não tem utilidade a gente joga fora', diz homem que limpou quarto
Em Brasília: Ex-líder de Collor, Renan diz que não acompanha julgamento 

Na época, Mônica era dona de um restaurante frequentado pela namorada de PC Farias e, em depoimento, relatou ter sido procurada por uma "pessoa" na época do crime, em junho de 1996. "Ganhei o revólver do meu marido e, como não o utilizava, tive a ideia de repassá-lo", disse a testemunha. Segundo ela, Suzana fez o pagamento em cheque e testou o revólver no mesmo dia em que comprou a arma, numa área isolada do restaurante.

Itawi Albuquerque/Futura Press
Mônica Aparecida Calheiros fala da venda da arma durante o julgamento dos quatro envolvidos na morte do empresário Paulo César Farias, conhecido como PC Farias, e da namo



Sete testemunhas já foram ouvidas no julgamento dos quatro policiais acusados de envolvimento na morte do casal. Ao todo, 20 pessoas devem depor e a expectativa é de que a sentença seja anunciada na quinta-feira (9).

No Fórum: Irmã de Suzana Marcolino não acredita em tese de crime passional
Mais: Mansões de PC Farias viram pontos turísticos em Alagoas

Itawi Albuquerque/Futura Press
Os quatro acusados da morte de PC Farias e Suzana Marcolino, durante julgamento, em Maceió

Pela manhã, o irmão de PC Farias, o ex-deputado Augusto Farias falou aos jurados e negou ter envolvimento com o crime. Para a família de Suzana Marcolino, Augusto Farias seria o mandante do assassinato do irmão. O ex-deputado chegou a ser indiciado, mas o inquérito foi arquivado em 2002 por falta de provas.

O crime

PC Farias e Suzana Marcolino foram encontrados mortos a tiros no dia 23 de junho de 1996, na casa de praia do empresário, em Guaxuma, no litoral norte de Alagoas. A tese sustentada pela defesa é a mesma da polícia alagoana, de que Suzana matou PC Farias e depois cometeu suicídio.

Já o Ministério Público acredita em duplo homicídio e acusa os quatro réus de coautoria do crime e omissão, já que faziam a segurança do local onde o casal morreu. Para a promotoria, a morte de PC Farias foi "queima de arquivo". O empresário foi tesoureiro da campanha do ex-presidente Fernando Collor (PTB), era réu em processos por crimes financeiros e foi o centro das denúncias de corrupção que resultaram no impeachment de Collor.

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas