Júri da morte de PC Farias é formado por cinco homens e duas mulheres

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Quatro réus que trabalhavam como segurança do ex-tesoureiro de campanha de Fernando Collor de Mello começaram a ser jugados nesta segunda-feira

Começou na tarde desta segunda-feira (06) o júri popular dos quatro réus acusados da morte do empresário Paulo César Farias e de sua namorada, Suzana Marcolino, em 23 de junho de 1996. Cinco homens e duas mulheres formam o Conselho de Sentença que irá decidir pela culpa ou absolvição dos ex-policiais militares. A primeira testemunha a ser ouvida foi Leonino Tenório de Carvalho, ajudante de serviços gerais da casa de PC Farias.

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Itawi Albuquerque/Futura Press
Os quatro acusados da morte de PC Farias e Suzana Marcolino, durante julgamento nesta segunda-feira, em Maceió

Os acusados eram seguranças de PC e serão julgados pelo assassinato do casal, morto a tiros em uma casa de praia em Guaxuma, Alagoas. Na ocasião, os peritos concluíram que o crime foi passional, mas há controvérsias sobre essa interpretação.

A assessoria do Tribunal de Júri do Fórum de Maceió confirmou que o julgamento começou pouco depois das 14h. A previsão é que a sentença saia no prazo de quatro a cinco dias. Ao longo da semana, o julgamento deve ter início às 9h, seguindo até às 20h.

O juiz Maurício Breda, da 8ª Vara Criminal, é o responsável pelo caso. Marcos Louzinho é o promotor e José Fragoso Cavalcanti, advogado de defesa dos acusados.

AE
Quatro acusados que irão a júri popular trabalhavam como seguranças de PC Farias

Os quatro réus são Adeildo Costa dos Santos, Reinaldo Correia de Lima Filho, Josemar Faustino dos Santos e José Geraldo da Silva. No total, mais de 25 testemunhas de acusação e defesa devem prestar depoimento durante o julgamento.

Collor

Paulo César Farias foi o tesoureiro de campanha do então candidato Fernando Collor à Presidência da República. Em novembro de 1993, PC Farias - que teve a prisão preventiva decretada por crime de sonegação fiscal -, foi preso na Tailândia, para onde fugira, e transferido para o Brasil.

Relembre a queda de Fernando Collor

Condenado pelo Supremo Tribunal Federal a sete anos de prisão, o empresário acabaria cumprindo parte da pena no quartel do Corpo de Bombeiros de Maceió, até ganhar a liberdade condicional. O duplo assassinato ocorreria seis meses após o empresário sair da prisão.

*Com Agência Estado e Agência Brasil

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