Imigrantes que chegam ao Acre vivem em abrigos improvisados

Por BBC |

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Veja imagens das condições enfrentadas por haitianos e outras nacionalidades no norte do Brasil

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Ao menos 1.300 imigrantes que ingressarem no Brasil pelas fronteiras com o Peru e a Bolívia aguardam por regularização num abrigo em Brasileia (AC). A distribuição de comida ao grupo gera tumultos frequentes. Foto: João Fellet/BBC BrasilNo fim de semana, o governo federal criou uma força-tarefa para acelerar a regularização dos imigrantes e melhorar as condições do abrigo.. Foto: João Fellet/BBC BrasilO grupo está alojado num antigo ginásio com capacidade ideal para 200 pessoas. O governo estadual decretou estado de emergência em Brasileia e uma cidade vizinha na semana passada. Foto: João Fellet/BBC BrasilOs estrangeiros, em sua maioria haitianos, lavam suas roupas no próprio abrigo. Há 30 banheiros químicos para o grupo. Foto: João Fellet/BBC BrasilO abrigo é rodeado por lama e sujeira. O governo estadual agora está pavimentando parte da área externa e construindo mais banheiros para os imigrantes. Foto: João Fellet/BBC BrasilDiferentemente das primeiras levas de haitianos, formadas quase que exclusivamente por homens, há cada vez mais mulheres atravessando a fronteira. Foto: João Fellet/BBC BrasilNas últimas semanas, a diminuição no ritmo da concessão de vistos em Brasileia e a chegada de grupos mais numerosos ampliou os prazos para a regularização dos imigrantes. Foto: João Fellet/BBC BrasilJá passaram pelo abrigo imigrantes de oito nacionalidades. Abdul Hogue, de Bangladesh, pretende trabalhar como costureiro em São Paulo. Foto: João Fellet/BBC BrasilDeficientes e mulheres que chegam sozinhas também têm dificuldade para deixar o alojamento. A haitiana Nadine Taleis, deficiente visual, fala francês, inglês e espanhol, mas ainda não achou emprego. Foto: João Fellet/BBC BrasilAlguns estrangeiros que já têm visto seguem no local à espera de empregadores, como o haitiano Louis Aimable, 60 anos. Foto: João Fellet/BBC BrasilTodos os 74 senegaleses em Brasileia são muçulmanos. Suas cinco rezas diárias são antecedidas por abluções (ritual de purificação) feitas no abrigo. Foto: João Fellet/BBC BrasilImigrantes se valem de jogos de cartas, passeios no parque e idas a lan houses para passar o tempo enquanto não deixam a cidade. Foto: João Fellet/BBC Brasil

Um grupo de pelo menos 1,3 mil imigrantes que entraram no Brasil pelas fronteiras com o Peru e a Bolívia está, desde a semana passada, em um abrigo em Brasileia, no Acre.

O local, um ginásio com capacidade ideal para apenas 200 pessoas, é marcado pela superlotação e falta de condições de atendimento para todos.

O governo estadual decretou estado de emergência em Brasileia e em uma cidade vizinha na semana passada.

Leia mais: Explosão migratória gera insatisfação e agita comércio na fronteria do Acre

A maioria dos estrangeiros é do Haiti. Eles lavam suas roupas no próprio abrigo e usam banheiros químicos.

Mas, também estão no abrigo bengaleses, senegaleses, e imigrantes de outras cinco nacionalidades.

Alguns sonham com empregos em São Paulo, enquanto outros improvisam para conseguir manter um mínimo de seu estilo de vida, como é o caso dos muçulmanos que precisam fazer as abluções antes das cinco orações diárias.

No fim de semana, o governo federal criou uma força-tarefa para acelerar a regularização dos imigrantes e melhorar as condições do abrigo.

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