Incêndio em carro eleva para 107 número de ataques em Santa Catarina

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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No sábado, uma operação da Polícia Civil do Estado resultou na prisão de 25 pessoas e 40 presos foram transferidos para presídios de segurança máxima

Agência Brasil

Divulgação/Governo de SC
Líderes de facções criminosas de Santa Catarina são transferidos para presídios federais de segurança máxima, no sábado (16)

O incêndio em um carro particular na cidade de Tubarão, em Santa Catarina, elevou para 107 o número de ataques no Estado desde o dia 30 de janeiro. De acordo com a Polícia Militar, o incidente foi registrado por volta das 3h15 deste domingo (17) na Rua Fernando Esmeraldino de Menezes, no bairro Fabio Silva.

O ataque ocorreu mesmo com a presença da Força Nacional no Estado e após o anúncio do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e do governador Raimundo Colombo de medidas para impedir a ação de organizações criminosas no Estado, entre elas a transferência de 40 presos para penitenciárias federais de segurança máxima.

Leia também: Santa Catarina transfere 40 presos para presídios federais de segurança máxima

O veículo estava estacionado em frente a uma residência, mas não chegou a queimar por completo. Segundo a PM, os autores do ataque jogaram gasolina nos pneus e o fogo atingiu “o para-choque traseiro, a sinaleira esquerda e a borracha do vidro dianteiro”. O incêndio foi controlado com extintores de carros da polícia.

No sábado (16), uma operação deflagrada pela Polícia Civil de Santa Catarina resultou na prisão de 25 pessoas suspeitas de estarem envolvidas na onda de atentados registrados em 34 cidades. Outras 45 pessoas que já estavam detidas em cadeias estaduais voltaram a receber voz de prisão, acusadas de mandar, planejar ou executar os ataques contra agentes de segurança pública, bases policiais, ônibus e veículos particulares.

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O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, confirmou as prisões e revelou que, entre os detidos, há advogados suspeitos de envolvimento com organizações como o Primeiro Grupo da Capital (PGC), acusada de comandar os atentados. Cardozo defendeu que a atuação dos advogados seja rigorosamente investigada.

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