Santa Catarina registra o 97º atentado após 14 dias

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Com mais uma ocorrência, Florianópolis alcança Joinville em número de ataques (15). Um adolescente de 16 anos foi capturado em Palhoça quando tentava atear fogo em carro

Novos ataques foram registrados nesta quarta-feira em Santa Catarina, elevando para 97 o número de ocorrências, envolvendo 30 municípios do Estado. Um ônibus ficou parcialmente queimado em Florianópolis e um adolescente foi apreendido quando tentava atear fogo a veículo no bairro Ponte do Imaruim, em Palhoça (região metropolitana)

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Futura Press
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Com mais uma ocorrência, Florianópolis iguala-se a Joinville em número de ataques (15), que tiveram início no dia 30 de janeiro. Itajaí (com oito), Tubarão (sete) e Criciúma (seis) estão entre as cidades com a maior frequência de atentados.

Já foram incendiados 37 ônibus nas ações criminosas a mando da facção Primeiro Grupo Catarinense (PGC), em protesto à rígida política disciplinar do sistema de segurança catarinense. Pelo menos 31 adultos foram presos e 17 adolescentes, apreendidos.

Às 6h30 desta quarta-feira, dois homens armados invadiram um ônibus de uma empresa de turismo enquanto ele saía da garagem, no bairro Tapera, em Florianópolis. Os dois mandaram o motorista descer e em seguida jogaram um coquetel molotov num banco do veículo. O motorista, que teve roubados a carteira e o celular, conseguiu conter o fogo. Apenas dois assentos foram queimados e parte do teto foi destruída.

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Em Palhoça, um adolescente, de 16 anos e com diversas passagens pela polícia, foi capturado em flagrante às 8h18 desta quarta-feira quando tentava atear fogo em um veículo no bairro Ponte do Imaruim. Parte da frente do veículo foi danificada

Esta é a segunda onda de atentados no Estado. A primeira, que durou pouco mais de uma semana, ocorreu em novembro do ano passado. A Polícia Militar acredita que os ataques só serão interrompidos por ordem de líderes da facção, que cumprem pena em algumas penitenciárias de Santa Catarina.

Força Nacional

Diante da frequência de ataques, o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, já acena com a possibilidade de o Estado aceitar auxílio da Força Nacional de Segurança (FNS) oferecida na semana passada pelo Ministério da Justiça.

Em entrevista ao jornal Diário Catarinense, no fim da tarde de segunda-feira, após se reunir com o comando-geral da Polícia Militar (PM), Colombo afirmou que a FNS deve ser utilizada. "É uma decisão técnica. A Força Nacional de Segurança será utilizada, se for o caso, em atuações específicas", disse ao periódico.

Para o governador, a segurança pública catarinense está dando resposta com a prisão de suspeitos e autores dos crimes. Estão sob investigação 137 pessoas e, após 14 dias de atentados, 31 estão presos.

Segundo a Polícia Civil, criminosos encarcerados estão ordenando os atos de violência. As ações podem estar relacionadas a excessos cometidos por agentes penitenciários em uma operação pente-fino no Presídio de Joinville, no dia 18 de janeiro. As imagens do circuito interno mostram agentes penitenciários utilizando spray de pimenta e disparando balas de borracha, mesmo com os presos sob controle.

Na tentativa de conter a onda de ataques, o governo de Santa Catarina decidiu transferir pelo menos 20 presos de alta periculosidade para penitenciárias federais.

*com AE a Agência Brasil

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