Há 250 anos, Salvador cedia o título de capital para o Rio de Janeiro

Por Brasil Econômico - Cintia Esteves |

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Museu Histórico Nacional faz exposição para relembrar mudança da sede do governo da colônia brasileira

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Não existe um motivo específico para a cidade de Salvador ter sido escolhida como primeira capital do Brasil. Na verdade foram várias as razões. Proteger as capitanias do Nordeste da invasão de estrangeiros e até mesmo uma certa semelhança geográfica com Lisboa estão entre algumas das causas apontadas por historiadores.

Arquivo MHN
Vista da fachada principal do Museu Histórico Nacional

Em 2013 esta história merece ser relembrada. Isto porque faz 250 anos que Salvador deixou de ser a capital brasileira, transferindo o título para o Rio de Janeiro. A descoberta de minas de ouro e pedras preciosas em Minas Gerais motivou o rei D. João V, de Portugal, a fazer a mudança. Além disso, o Rio de Janeiro tinha um porto considerado mais seguro do que o de Salvador.

Naquele ano de 1763, o Rio tinha algum comércio e uma vida urbana em desenvolvimento. O porto já começava a ficar agitado com as embarcações que vinham do Oriente e lá paravam para abastecer e consertar avarias dos navios. Este era também o momento de negociações. Frutas brasileiras e carnes de charco eram trocadas por seda, marfim e especiarias. E para reforçar a proteção ao escoamento das pedras preciosas, o vice-rei do Brasil da época, o Conde de Bobadela, iniciou no Rio de Janeiro a construção da Casa do Trem com o objetivo de armazenar lá as peças de artilharia vindas de Portugal.

Vale lembrar que naquele tempo, o Brasil não podia fabricar armas. Ao lado da Casa do Trem foi construído o Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro, onde as armas recebiam reparos. Estas duas edificações hoje fazem parte do Museu Histórico Nacional (MHN). E para comemorar os 250 anos da construção da Casa do Trem e da mudança da capital brasileira, a instituição promoverá em outubro um seminário e uma exposição.

“Vamos reunir historiadores portugueses e brasileiros para retomarem este assunto”, afirma Vera Tostes, diretora do MHN. Entre os nomes confirmados está o da historiadora portuguesa Maria Beatriz Nizza da Silva. Durante seminário, que vai de 07 a 10 de outubro será lançado o livro Vice-Reis no Rio de Janeiro. A exposição começará no dia 10 e ficará em cartaz durante três meses. Por meio de plantas arquitetônicas, documentos e pinturas, o público vai conhecer o Rio de Janeiro e a Salvador do século XVIII e saber um pouco mais da mineração brasileira daquela época.

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