Mais um atentado contra ônibus é registrado em Santa Catarina

Por Agência Estado |

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Atentado, ocorrido pela primeira vez à luz do dia em Florianópolis, aconteceu por volta das 17h45 desta terça-feira, no morro da Caieira do Saco dos Limões

Agência Estado

Depois de cinco dias de trégua de atentados contra veículos de transporte na capital catarinense, um ônibus da empresa Transol foi completamente incendiado em ação criminosa feita por três homens, sendo um menor. O atentado, ocorrido pela primeira vez à luz do dia em Florianópolis e próximo dos estúdios das principais emissoras de televisão, aconteceu por volta das 17h45 desta terça-feira, no morro da Caieira do Saco dos Limões.

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Eduardo Valente/Futura Press
Ônibus da empresa Transol incendiado por criminosos em Florianópolis, nesta terça-feira

O ato criminoso aconteceu em uma rua estreita e de difícil acesso. Moradores do local tentaram apagar o fogo com mangueiras domésticas. Fios da rede de energia elétrica foram atingidos pelas labaredas. Agora já são 57 as ações provocadas por integrantes ligados à facção Primeiro Grupo da Capital (PGC) que é comandada de dentro dos presídios catarinenses.

Segundo o motorista do ônibus, dois homens armados e encapuzados saíram rapidamente de trás do abrigo com uma garrafa de refrigerante contendo gasolina no momento de parada para pegar uma passageira. Eles deram ordem para que todos abandonassem o ônibus e em seguida atearam fogo. "Eles disseram para eu abrir todas as portas para que os passageiros saíssem. Só deu tempo de pegar minha carteira e a bolsa para o fogo começar", disse o motorista, ainda em choque.

Os bombeiros chegaram ao local cerca de 20 minutos depois. Menos de uma hora depois do ato, o Batalhão de Operações Especiais (Bope), com base em denúncias de moradores do local, conseguiu identificar os autores do crime e apreendeu um, de 14 anos, que foi encaminhado para a 2ª Delegacia de Polícia. Os demais autores, perseguidos pela PM, embrenharam-se em fuga por um matagal.

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Prejuízo
Avaliado em R$ 300 mil, o ônibus - quinto incendiado nos últimos seis dias em Florianópolis - teve perda total. "É um prejuízo para empresa, mas entendemos que prejuízo maior é da população que convive com este clima de terror e que ficará prejudicado com um veículo a menos de serviço nas ruas", comentou um agente da empresa ao chegar ao local que preferiu não se identificar. Muitos moradores do local evitaram dar declarações sobre o detalhes do evento temendo represálias. A Polícia Militar e as operadoras de transportes que operam as linhas de morros da capital catarinense decidiram suspender temporariamente o serviço.

A série de atentados em Santa Catarina entrou no seu sexto dia com outras seis ações criminosas na noite de segunda-feira e madrugada de terça-feira. Agora já são 57 as ocorrências em 18 municípios. Os atentados de segunda e terça-feira foram feitos nas quatro regiões do Estado.

Em Ilhota, município do Vale do rio Itajaí, três ônibus escolares que estavam no pátio da garagem da prefeitura foram incendiados. Dois ficaram parcialmente destruídos e o terceiro teve perda total. Em Chapecó, na madrugada de terça, dois homens ingressaram em um ônibus da Auto Viação Chapecó e obrigaram passageiros, motorista e cobrador a saírem para em seguida incendiá-lo. Outras ocorrências foram registradas na tarde desta terça.

Em Criciúma, uma pessoa ficou ferida após ser atingida por uma pedra jogada contra um ônibus e em São José, na Grande Florianópolis, só que na segunda-feira, bandidos tentaram incendiar uma loja de eletrodomésticos. O incêndio teve início no banheiro do estabelecimento e logo foi contido com extintores. A PM encontrou garrafas pet no local contendo gasolina, artefato semelhante utilizado na maioria dos atentados contra ônibus em Santa Catarina.

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