SC tem mais 16 ataques contra ônibus e prédio público

Por Agência Estado |

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A onda de ataques começou na quarta-feira e já teve 27 ocorrências. Joinville concentrou os ataques neste fim de semana

Agência Estado

Futura Press
Linhas de ônibus em Florianopólis saíram na noite de sábado com escolta da PM. Terminais ficaram fechados após 22h

A Polícia Militar de Santa Catarina registrou 16 ataques a ônibus e prédios públicos desde as 20 horas de sexta-feira (1º)  até a noite de sábado (2). Os casos foram registrados em oito cidades do Estado. Desde quarta-feira, quando a onda de ataques começou, foram 27 ocorrências. Nos últimos dois dias, Joinville foi o município que registrou o maior número de casos: foram seis no período.

O secretário de Segurança Pública de Santa Catarina, César Augusto Gubba, confirmou na sexta-feira que o governo tem informações de que as ordens dos ataques que estão ocorrendo no Estado estão partindo de dentro dos presídios.

Relembre: Ordem de ataques em Santa Catarina saiu de presídios, dizem autoridades

Na madrugada de sábado, até a Prefeitura de Itajaí e um presídio em Laguna acabaram sendo alvos de atentados. Em Itajaí, dois homens em uma moto dispararam cinco vezes contra o prédio da Prefeitura, que teve a janela quebrada. O presídio foi alvejado por disparos de arma de fogo feitos por dois jovens em uma motocicleta. Ao todo, quatro tiros acertaram a sala da administração da penitenciária.

Foram incendiados ainda sete ônibus no Estado. Só em Joinville, quatro ônibus foram queimados e houve tentativa de colocar fogo em um caminhão, cujas chamas acabaram sendo apagadas por testemunhas. Ainda em Joinville, na madrugada de sábado, dois disparos foram dados contra uma delegacia.

Florianópolis foi alvo de dois ataques. Um coquetel molotov foi jogado em uma base da PM na Praia Brava, na madrugada de sexta, mas apenas a parede do local ficou danificada. Não houve ônibus incendiado na capital.

Segundo a PM, 22 pessoas já foram detidas sob a suspeita de participação nos atentados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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