Escritório em São Paulo criou um e-mail para receber demandas sobre atraso na entrega de passaportes

Estadão Conteúdo

Depois de confusões que deram até polícia na porta do Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto (Casv) no Alto de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, o Consulado Americano lançou ontem um e-mail para receber demandas sobre atraso na entrega de passaportes: entrega@usvisa-info.com. E afirma estar "empenhado em resolver a questão do atraso até 31 de dezembro".Viajantes estão há quase dois meses sem receber de volta o passaporte com visto americano, o que culminou em uma série de manifestações na porta do Casv. Agora, o Consulado afirma que dará a cada um uma resposta personalizada por e-mail em até um dia útil - uma das queixas dos "sem passaporte" era a falta de informações sobre onde está e quando vai ser entregue o documento.

O atraso na devolução começou em 25 de outubro, quando a Justiça concedeu uma liminar em favor dos Correios proibindo a DHL - empresa contratada pela CSC, que por sua vez presta serviço à Embaixada Americana - de fazer a entrega dos passaportes, alegando que o serviço é monopólio estatal. Com isso, os documentos ficaram acumulados.

No fim de novembro, porém, a liminar foi suspensa e a DHL voltou a fazer a entrega dos passaportes. A Embaixada Americana diz que a CSC e DHL já devolveram mais de 47 mil passaportes. Porém, ainda existem 7 mil passaportes para serem entregues em todo o Brasil.

A briga judicial entre Correios, CSC e Consulado continua. Os Correios estão recorrendo da suspensão da liminar e reclamam de terem procurado a Embaixada para tomar a frente da entrega, sem sucesso. "Os Correios já oficializaram, por meio de carta, o interesse em retomar o mais rápido possível o serviço de entrega de passaportes aos destinatários. Também foram realizadas oito videoconferências e uma reunião presencial com a CSC", disse, em nota, a estatal. "O envio de passaportes é uma atividade exclusiva dos Correios, conforme a lei."

Também em nota, a Embaixada Americana afirmou que trabalha "para retomar o mesmo alto padrão de serviço que oferecíamos antes da liminar dos Correios, para facilitar viagens aos Estados Unidos". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.