PF apreende cerca de 400 tartarugas vivas em Roraima

Animais foram devolvidos à natureza, algumas tartarugas tinham 100 anos e são de espécies ameaçadas de extinção

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Uma ação inédita que resultou na apreensão, ainda vivas, de quase 400 tartarugas de espécies ameaçadas de extinção, entre elas a gigante da Amazônia, acaba de ser concluída pela Superintendência da Polícia Federal (PF) em Roraima. Os animais seriam vendidos em Boa Vista e, principalmente, Manaus. A carne da tartaruga é apreciada na região amazônica.

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A quantidade de animais encontrados e a crueldade com que eram tratados pelos caçadores, chamados de tartarugueiros, surpreenderam os dois delegados e seis agentes federais deslocados para a região do Baixo Rio Branco, afluente do rio Negro, formador do rio Amazonas.

As maiores tartarugas, com peso entre 50 e 65 quilos e idade presumida em torno de cem anos, ficavam fora da água, com o casco voltado para baixo, imobilizadas. As menores, amontoadas às dezenas em currais improvisados na mata, sem acesso a alimento e água.

A equipe da PF, que teve o apoio de um profissional do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) e outro do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), conseguiu devolver ao rio Branco e afluentes 362 tartarugas vivas. Foram achados 16 animais mortos em consequência dos maus tratos.

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