Operação Dinheiro Fácil também cumpre mandados em Minas Gerais e Espírito Santo

O Dia

A Polícia Civil do Rio realiza desde as primeiras horas da manhã desta sexta-feira, a Operação Dinheiro Fácil para prender 32 pessoas acusadas de integrar uma quadrilha de estelionatários envolvidos em golpes de falsos empréstimos anunciados em jornais. Até às 10h, 26 já tinham sido presas, sendo oito nos estados de Minas Gerais e no Espírito Santo. No Rio, uma candidata a vereadora nas últimas eleições foi presa. Veículos e materiais usados no golpe foram apreendidos.

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Mulher é presa durante operação contra estelionatários
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Mulher é presa durante operação contra estelionatários

De acordo com o delegado adjunto da 12ª DP (Copacabana), Alexandre Magalhães, as investigações sobre a quadrilha começaram a cerca de cinco meses com o registro de ocorrência de uma vítima do golpe.

Segundo ele, as vítimas eram atraídas através de anúncios de empréstimos que podiam chegar a R$ 200 mil. Apenas números de telefones celulares eram divulgados para contato. Os bandidos não possuiam endereço fixo. Somente neste período, o prejuízo gerado pelos estelionatários é de cerca de R$ 1 milhão, segundo a polícia.

Após o primeiro contanto, os golpistas exigiam um depósito fiança para a liberação do empréstimo. Depois de o pagamento ser feito pela vítima, a quadrilha fingia depositar o valor. No entanto, eles depositavam um envelope descrito com o valor do empréstimo, mas vazio. Na conta do lesado havia a informação de uma movimentação no valor, mas com pendência. Ao retonar a ligação aos estelionatário, a vítima era informada que deveria fazer um outro depósito para a liberação definitiva do dinheiro.

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Ainda segundo Alexandre Magalhães, vítimas foram lesadas em até R$ 8 mil. Os policias descobriram que apenas no mês de agosto deste ano o grupo faturou R$ 15 mil. A polícia já sabe que o golpe é praticado há pelo menos dez anos. O delegado da 12ª DP afirmou que há varios grupos que anunciam empréstimos, mas que agem interligadamente. Durante as investigações 32 pessoas foram identificadas, mas a polícia já sabe qie o grupo é muito maior.

Na Avenida Santa Cruz, em Realengo, próximo a Praça do Canhão, o delegado Alexandre Magalhães comandou a prisão de Maria Cristina de Oliveira Parras, de 43 anos. Segundo ele, Maria, os filhos e o ex-marido cediam suas contas correntes para aplicar os golpes. Ela foi candidata a vereadora nas últimas eleições pelo Partido Republicano Progressista (PRP).

Cerca de 220 policiais, com apoio de agentes de várias delegacias distritais da capital, Baixada Fluminense e do interior do estado, além de policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), participam da ação.

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