Advogados de Cadu, que matou Glauco Villas Boas em 2010, pediram a transferência de Foz do Iguaçu para Goiânia, onde mora o pai do rapaz

Agência Estado

Cadu está cunprindo sua pena em hospital psiquiátrico por ser esquizofrênico
Reprodução
Cadu está cunprindo sua pena em hospital psiquiátrico por ser esquizofrênico

Carlos Eduardo Sandfeld Nunes, de 28 anos, o Cadu, assassino do cartunista Glauco Villas Boas, e do filho dele Raoni, crimes ocorridos em 2010 em São Paulo, poderá ser transferido para Goiânia (GO), nos próximos dias.

O rapaz está em de Foz do Iguaçu (PR), onde cumpre pena de internação de três anos em hospital psiquiátrico. O crime ocorreu no dia 12 de março de 2010 em Osasco, na Grande São Paulo (SP). Na época, o jovem estava sob efeito de maconha, haxixe e uma mistura com ervas baseada num ritual do santo daime. Após o duplo homicídio, tentou fugir para o Paraguai com uma arma, dirigindo um carro roubado, e foi preso na divisa.

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Agora, os advogados do rapaz apresentaram um pedido de transferência, junto à 4a. Vara Criminal de Goiânia. "Situações de transferência, como essa, são possíveis desde que exista justificativa da necessidade e comprovação de vínculo", diz o promotor Fernando Krebbs, da área criminal do Ministério Público de Goiás (MPE).

O pedido se baseia no fato de o pai do rapaz, Carlos Grech Nunes, morar na cidade. Se for concedida a transferência, o condenado passará por avaliação de um dos 26 médicos psiquiatras forenses, em Goiânia. É quando se definirá se ele pode ou não retornar ao convívio social ou ser mantido internado.

Laudo
O laudo psiquiátrico, após os crimes, indicou que Nunes era portador de esquizofrenia paranoide, o que o torna incapaz de perceber a gravidade de seus atos. E a doença teria sido agravada pelo consumo das drogas. O caso, no entanto, é polêmico. "Ele deve ter um doença psiquiátrica de base, pois o que fez não resultou do efeito das drogas mas da junção do santo daime e a doença mental subjacente, que deve ser um transtorno bipolar", disse para a reportagem o médico Marcelo Caixeta, um dos psiquiatras forenses da Justiça de Goiás. "Sua vida, história e sintomas não é de esquizofrênico", garantiu.

O pedido de transferência foi feito em julho do ano passado pelos advogados Andressa de Brito Viana, Bruno Aurélio Franscisconi Giolo e Sérgio Divino Carvalho Filho e depende de uma série de troca de informações entre a Justiça dos dois Estados. O processo está sob avaliação da juíza Telma Aparecida Alves, titular da 1a. Vara de Execuções Penais de Goiânia.

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