Boatos de toque de recolher fecham comércio em São Paulo

Para capitão da PM, a imprensa que fica criando pânico na população. Empresas chegaram a liberar funcionários antes do fim do expediente e escola cancelou aulas

Agência Estado | - Atualizada às

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Depois de mais 15 mortes em menos de 24 horas na Grande São Paulo, boatos de toque de recolher e medo de represálias de criminosos fizeram comerciantes fecharem as portas mais cedo ontem em áreas da capital e de Osasco. Empresas também liberaram funcionários antes do fim do expediente e pelo menos uma instituição de ensino cancelou as aulas. 

O coronel Marcos Chaves, do Comando de Policiamento da Capital, disse que os boatos se intensificaram durante a tarde. "Ficou um pandemônio", disse. Até no bairro onde ele mora houve boato de toque de recolher. "Mandamos as viaturas checarem, mas nenhum caso era verídico", garantiu o oficial. 

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De acordo com o coronel, a partir da semana que vem a polícia vai desencadear uma série de operações contra crimes como tráfico de drogas, roubo e homicídio. "Estamos fazendo um planejamento diferenciado para colocar em prática depois das eleições", informou. Antes, a polícia havia atribuído o pânico a boatos da imprensa.

"É a imprensa que fica criando pânico na população, sem apurar nem confirmar os fatos", disse o capitão Rodrigo Cabral, da assessoria de comunicação da Polícia Militar, por volta das 18h. No mesmo horário, comerciantes da avenida dos Remédios, na zona oeste paulistana, fechavam os estabelecimentos uma hora antes do normal.

"Os seguranças da rua vieram pedir para as funcionárias fecharem a loja porque ficaram sabendo do boato. E elas fecharam, assim como as lojas vizinhas", relata Lucélia Muniz, dona de um café no local. Segundo ela, a movimentação nos arredores estava normal, mas o trânsito de helicópteros chamava a atenção.

Estatísticas divulgadas anteontem pelo governo mostram que o número de homicídios na capital cresceu 96% em setembro deste ano, em comparação com o mesmo período de 2011. No Estado, a alta foi de 26,6% comparando os mesmos meses. Os casos de latrocínio (roubo seguido de morte) também dispararam - houve 225% mais casos na capital neste ano. 

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