Polícia paraguaia investiga se Beira-Mar enviaria 329 kg de cocaína para Itália

Carga foi apreendida em agosto em um porto de Assunção. Segundo informações recebidas pela Secretaria Nacional Anti-Drogas, material seria de Nestor Alvarenga, suposto fornecedor de Fernandinho no país vizinho

Mario Hugo Monken iG Rio de Janeiro | - Atualizada às

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Cocaína apreendida em agosto em um porto privado na capital paraguaia

A Secretaria Nacional Anti-Drogas e a Polícia Nacional do Paraguai estão investigando se a quadrilha do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, seria a responsável pelo envio de 329 kg de cocaína para a Itália.

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A droga foi apreendida no último dia 21 de agosto em um porto privado no bairro de Zeballos Cué, em Assunção, e estava escondida em meio a um carregamento de madeiras. O material veio do município de Ciudad el Este.

Segundo informações recebidas pelo órgão paraguaio, o principal suspeito de ser o dono da droga é Nestor Baez Alvarenga, o Bigode, que atuaria sobre as ordens de Fernandinho no país vizinho.

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Baseado em Ciudad del Este, Nestor Baez é suspeito de ser o principal fornecedor de cocaína para o traficante brasileiro, que está preso na penitenciária federal de Porto Velho, em Rondônia. Investigações recentes da Polícia Civil do Rio revelaram que, da cadeia, Beira-Mar transmitia ordens para comparsas por meio de bilhetes.

Bigode chegou a ser capturado no Paraguai no ano passado mas acabou solto. A polícia paraguaia alegou de que não havia pedido de extradição feito pelo Brasil, onde ele responde a processos na Justiça Federal do Paraná. A PF informou, no entanto, que a solicitação foi feita ao Ministério Público paraguaio.

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A cocaína achada em um porto de Assunção estava distribuída em 764 pacotes, totalizando 329 quilos e 208 gramas. Estaria avaliada, segundo os agentes, em cerca de R$ 35 milhões.

Segundo as investigações da polícia paraguaia, para o envio da droga junto a carga de madeira, chegou a ser aberta uma firma de fachada de exportação para dar aparência legal ao negócio.

Ligação antiga

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Cocaína apreendida em Assunção estava escondida em carga de madeira

A ligação de Bigode com Fernandinho Beira-Mar é antiga. O paraguaio, por exemplo, foi citado na investigação da Operação Fênix da PF (Polícia Federal), realizada entre 2006 e 2007, que prendeu vários integrantes do bando do traficante brasileiro.

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O delegado Wagner Mesquita, que comandou a Fénix, afirmou ao iG que, durante a investigação, apreendeu cerca de 4 toneladas de drogas, sendo uma tonelada só de cocaína supostamente fornecida por Nestor. A droga chegava no Brasil por caminhonetes ou misturada a cargas de grãos.

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Uma escuta feita na época mostrou Beira-Mar reclamando da apreensão de 100 kg de cocaína que foram fornecidos por Nestor.

Há duas semanas, um outro suposto aliado de Beira-Mar fora preso no Paraguai: Jorge Fretes ou Mário Pucheta. Ele foi flagrado em uma fazenda de luxo na localidade de Alto Paraná.

Segundo as investigações, ele estava encarregado de remeter para o Brasil grandes cargas de cocaína, maconha e armas.

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A fazenda onde Pucheta foi preso impressionou os agentes da Senad paraguaia: tinha lago artificial com ponte, piscinas, campos de futebol, oratório e animais selvagens.

Dias antes da apreensão de 329 kg de cocaína, os agentes da Senad paraguaia já haviam recolhido 359 kg da mesma droga em Ciudad del Este em 2 de agosto.

A cocaína era transportada em um caminhão de grande porte. A droga veio da Bolívia e a suspeita da Senad é que seria levada para o Brasil.

A polícia paraguaia investiga se a cocaína seria de um traficante conhecido como Toma i, que está preso.

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Polícia recebeu informações de que cocaína seria de Nestor Baez, principal fornecedor de Beira-Mar

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