Governo se reúne com núcleos mais radicais de grevistas

Secretário do Ministério do Planejamento reafirma que este fim de semana é a data limite para um acerto

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Num último esforço para romper o impasse nas negociações, o governo iniciou neste sábado um mutirão de dois dias de reuniões com núcleos mais radicais de grevistas do setor público. O Palácio do Planalto fechou questão no índice de 15,8%, fatiado em três parcelas, de 2013 a 2015, e deu um ultimato: mandou cortar o ponto dos grevistas e punir com rigor, inclusive com demissão, os que cometerem abusos contra a população e a economia do País.

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O secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, reafirmou que este fim de semana é a data limite para que as categorias convençam suas bases a aceitarem o acordo. Segundo ele, quem não aceitar o acordo ficará sem reajuste no ano que vem.

O governo enviará ao Congresso a proposta de Orçamento no próximo dia 31. "A oferta é boa e está no limite. Não há nenhuma hipótese de expansão", disse Mendonça. Na segunda e terça-feiras, a porta estará aberta apenas para receber respostas positivas.

Até agora, o Ministério do Planejamento só fechou acordo com servidores da educação - docentes e técnicos administrativos das instituições federais de ensino. Eles representam 40% do universo de 1,1 milhão de servidores.

Ontem, sentaram à mesa dois grandes grupos. O maior deles, comandado pela União das Carreiras de Estado (UCE), congrega 22 sindicatos, entre os quais os de delegados federais, auditores da Receita, técnicos de planejamento, procuradores, defensores e advogados da União. O outro é o dos técnicos de fiscalização agropecuária.

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