Durante reunião no Ministério do Planejamento, representantes do governo ofereceram proposta de reajuste de 15,8%, dividido em três parcelas até 2015

Agência Brasil

As negociações entre o governo federal e os funcionários do Itamaraty continuam sem acordo . Nesta quarta-feira (22), durante reunião no Ministério do Planejamento, representantes do governo ofereceram proposta de reajuste de 15,8%, dividido em três parcelas até 2015. O aumento é o mesmo oferecido a várias carreiras .

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Segundo o consultor do Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores (Sinditamaraty), Marcos Torres, a principal reivindicação da categoria é que o governo transforme a remuneração recebida pelos servidores em subsídio. “Ficamos de fora de uma determinação de 2008 que previa que atividades exclusivas de Estado seriam remuneradas por subsídio, em vez de gratificações e adicionais”, explicou.

Torres destacou ainda que, enquanto essa questão não for definida, o entrave continua. Segundo ele, o secretário de Relações do Trabalho do Planejamento, Sérgio Mendonça, disse não estar com os dados disponíveis sobre o assunto. “O subsídio já ocorre na carreira de diplomata, mas queremos que atinja as três carreiras do órgão, que também abrange oficial de Chancelaria e assistente de Chancelaria. Primeiro queremos definir isso, depois vamos conversar sobre reajuste”, disse Torres.

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Nos cálculos do sindicato, essa mudança na forma de pagamento “teria impacto de praticamente zero nas contas orçamentárias”. Uma nova reunião foi marcada com a categoria para a próxima sexta-feira (24). Até lá, a greve será mantida.

Os funcionários do Itamaraty paralisaram as atividades hoje. O ato foi um protesto pela categoria não ter sido chamada às mesas de negociação sobre reajuste salarial, na semana passada. É a segunda vez no ano que os funcionários do Itamaraty fazem uma paralisação. Na primeira, os servidores pararam de 18 de junho a 2 de julho e retornaram sob a promessa de que haveria diálogo com o governo.O Sinditamaraty informou que a paralisação afeta todos os serviços prestados pelo Itamaraty no Brasil e no exterior, incluindo a emissão de passaportes e vistos.

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