Grevistas protestam e entram em choque com polícia no Palácio do Planalto

Servidores derrubaram grades de proteção e policiais usaram golpes de cassetete. Paus e líquidos foram atirados em direção aos policiais, que revidaram com spray de pimenta

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Em mais um dia de confrontos entre grevistas e policiais militares, servidores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União fizeram uma barulhenta manifestação nesta quinta-feira em frente ao Palácio do Planalto, derrubaram grades de proteção e atrasaram a cerimônia diária de arriamento da bandeira.

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Manifestantes e policiais entram em confronto durante protesto em frente ao Palácio do Planalto

Com rojões, buzinas, faixas e bandeiras, os manifestantes tentam chamar a atenção para suas reivindicações. O Executivo ofereceu 15,8% de aumento para servidores do Judiciário de forma escalonada, em três anos. O porcentual foi rejeitado pela categoria. "15,8% é humilhação", diziam. Diversas faixas criticavam o PT por não conceder os reajustes - "PT nunca mais", lia-se em uma delas. Outras pediam "autonomia do Judiciário."

Os servidores também entoaram: "Fora Dilma, fora PT / Nunca mais queremos te ver" e "Oooo / A ditadura voltou." Segundo a PM, havia cerca de 500 manifestantes. Nas contas do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União no Distrito Federal (Sindjus), eram 2,5 mil.

A manifestação começou em frente à sede do Supremo Tribunal Federal (STF), onde está sendo julgado o processo do mensalão. Depois, os servidores seguiram para o Palácio do Planalto e entraram em confronto com a PM. Foi quando alguns servidores correram para o lado oposto onde estava a concentração e derrubaram algumas grades. Os policiais tentaram deter os manifestantes com golpes de cassetete. Paus e líquidos foram atirados em direção aos policiais, que revidaram com spray de pimenta.

Enquanto o batalhão de choque da PM cercava uma parte do palácio, além dos seguranças da Presidência, o Exército, mais uma vez, estava a postos no Planalto, para entrar em ação, caso fosse preciso.

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De acordo com o tenente-coronel Antônio Carlos, responsável pelo policiamento, não houve feridos nem servidores presos. "Foi uma manifestação tranquila, sem muitos problemas", afirmou. O trânsito ficou parado na região por uma hora. O servidor Aílton Assis, coordenador do Sindjus, admitiu que "um ou outro se exaltou", em referência ao confronto entre policiais e grevistas.

A Polícia Militar do Distrito Federal aumentou o contingente de 60 para 400 homens em toda a Esplanada dos Ministérios, em razão das constantes manifestações. A presidente Dilma Rousseff tem deixado o Palácio do Planalto todos os dias pela porta dos fundos.

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