Governo mantém proposta de reajuste de 15,8% também para o Judiciário

Servidores do Judiciário estão com as atividades paralisadas desde o início de agosto em São Paulo, Mato Grosso, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia e no Distrito Federal

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A Secretaria de Relações de Trabalho (SRT) do Ministério do Planejamento realizou três reuniões nesta quarta-feira com servidores em greve da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, além dos analistas em infraestrutura. Nos três casos o governo manteve a proposta de reajuste de 15,8% em três anos. Os sindicatos dependem da decisão das bases para definir se a paralisação continua ou não.

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O mesmo reajuste foi oferecido pelo Executivo ao Judiciário, segundo informou o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, ao Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União no Distrito Federal (Sindjus-DF), em reunião ocorrida na terça-feira. A entidade pediu a Ayres Britto para "lutar" por reajuste maior.

"Já que 15,8% em 3 anos é a mesma proposta apresentada a categorias do Executivo que tiveram reajustes há 2 ou 3 anos. Os servidores do Judiciário e do MPU estão há 6 anos sem reajuste", informou o Sindjus-DF, em nota. O presidente do STF teria afirmado que "concorda com os argumentos apresentados pelo Sindjus" e "que conversará pessoalmente com a presidente Dilma Rousseff".

Os servidores do Judiciário estão com as atividades paralisadas desde o início de agosto em São Paulo, Mato Grosso, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia e no Distrito Federal. A categoria também pede reestruturação da carreira. A greve parcial dos servidores públicos federais começou em 17 de junho.

Até o momento apenas os técnicos-administrativos de universidades federais já sinalizaram que aceitam a proposta de reajuste salarial de 15,8% em três anos. Eles devem apresentar a posição ao Ministério do Planejamento na tarde desta quarta-feira. 

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