“Não faz sentido continuar greve após 31 de agosto”, diz sindicalista

Josemilton Costa, presidente da principal central sindical dos servidores, sinaliza que paralisação deve terminar e negociação ficar para 2013

Nivaldo Souza - iG Brasília | - Atualizada às

As unidades regionais da Confederação Nacional do Serviço Público Federal (Condsef) votam no próximo sábado (25) se aceitam ou recusam a proposta do governo de aumentar em 15,8% o salário dos servidores enquadrados no Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (PGPE, sendo 214,1 mil no total e 41,5 mil na ativa) e em áreas da previdência, saúde e trabalho (PST, totalizando 208,7 mil, dos quais 81,3 mil na ativa).

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O presidente da confederação, Josemilton Costa, se mostra reticente sobre o que a base sindical decidirá e assegura que mesmo com a recusa da proposta a greve não passa de 31 de agosto – prazo final para o governo incluir os reajustes no orçamento de 2013 que será enviado para aprovação no Congresso Nacional. “Não faz sentido continuar a greve depois de 31 de agosto”, afirma ao iG.

A Condsef é a principal central sindical dos servidores. Representa a maior parte da base do funcionalismo, justamente os grupos PGPE e o PST. Juntas, as categorias somam 422,8 mil trabalhadores público ativos e inativos – um terço do pessoal na folha de pagamento do governo, orçada em R$ 187,8 bilhões em 2012.

A pressão das categorias-base do funcionalismo no decorrer da greve foi a mais forte sentida em órgãos estatais, embora as ações dos policiais federais tenham recebido mais visibilidade nas ruas e aeroportos. O recuo da greve mostra que a estratégia do governo de prorrogar as negociações para o final de agosto, quando é ultimado pela Lei de Diretrizes Orçamentárias para enviar o quanto o Estado pretende gastar em 2013, funcionou para reduzir a margem de mobilização dos grevistas.

O presidente da Condsef já indica que o passo mais indicado é voltar ao trabalho e reiniciar a pressão por reajuste salarial no próximo ano. “O que podemos fazer é nos mobilizar no ano que vem”, diz.

A greve seria deixada de lado para uma nova investida em 2013, visando incluir um reajuste maior no orçamento de 2014. Caso o governo não assine o aumento com a central, o repasse de 15,8% não poderá ser concluído, deixando brecha para uma nova negociação no ano que vem. Para isso, a Condsef não pode validar o acordo trabalhista sob pena de ficar legalmente sem poder se mobilizar até 2015, quando o repasse de poucos mais de 5% ao ano terminaria, iniciando uma nova rodada de negociações.

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