MST ataca veículos de autoridades antes de evento com Dilma em Alagoas

Além do ataque, servidores federais em greve fizeram uma manifestação antes da chegada da presidenta à inauguração de nova unidade da fábrica Braskem

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Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), do Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL) e do Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST) atacaram na manhã desta sexta-feira veículos de autoridades alagoanas que se dirigiam a uma nova unidade da fábrica da Braskem, onde houve cerimônia com a presença da presidenta Dilma Rousseff.

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Os manifestantes obstruíram uma das principais rodovias de acesso à fábrica, localizada no município de Marechal Deodoro, a 30 quilômetros de Maceió. Com a intervenção do Batalhão de Operações Especiais (Bope), que atirou bombas de efeito moral, os sem-terra foram para cima dos veículos.

Segundo relatos, pelo menos quatro veículos foram danificados - um de uma equipe de um jornal local, dois do governo de Alagoas e o veículo oficial do presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador Sebastião Costa Filho. Não há relatos sobre feridos.

Protesto de servidores

Cerca de 50 servidores em greve protestaram pela manhã perto da nova fábrica enquanto aguardavam a chegada de Dilma. Agentes do Bope do Exército e da polícia estadual reforçaram a segurança na área, para evitar a aproximação dos manifestantes ao local do evento.

"O governo está inflexível nas negociações, passando para a opinião pública a impressão de que a proposta (de reajuste) atende aos interesses dos professores", critica a professora de biblioteconomia, Dalgiza Andrade, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

Panfleto distribuído pelos docentes diz que "Dilma parou o Brasil", "foi eleita prometendo priorizar a educação e a saúde pública e agora o que vemos é mais sucateamento e privilégios para os grandes capitalistas".

A nova unidade de PVC custou R$ 1 bilhão e é o maior investimento da empresa em um único projeto, desde a sua fundação. Ela terá capacidade produtiva de 200 mil toneladas de PVC por ano. A obra consumiu 30 mil metros cúbicos de concreto, 3 mil toneladas de tubulação e cerca de 800 quilômetros de cabos.

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