Indígenas e fazendeiros entram em conflito no MS e índio está desaparecido

Segundo o Conselho Indigenista Missionário, após índios da etnia Guarani Kaiowá ocuparem duas fazendas, houve confronto com segurança das fazendas e tiros foram disparados

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A briga pela posse da terra entre índios da etnia Guarani Kaiowá e fazendeiros do Mato Grosso do Sul resultou em mais um episódio de violência na manhã desta sexta-feira (10). De acordo com informações do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), cerca de 400 indígenas ocuparam duas fazendas na área do conflito judicial no município de Paranhos, próximo à fronteira com o Paraguai.

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Os índios foram reprimidos por seguranças dos fazendeiros. No conflito, de acordo com o Cimi, os indígenas se esconderam no mato, mas um deles, Eduardo Pires, foi alcançado pelos seguranças, retirado do local e está desaparecido.

De acordo com o coordenador regional do Cimi no Mato Grosso do Sul, Flávio Machado, houve tiros no momento do conflito com os seguranças dos fazendeiros, no entanto, não há notícias de feridos ou mortos.

O confronto ocorreu durante a manhã. À tarde, três carros com homens da Força Nacional foram até o local, fizeram buscas, no entanto, não encontraram o indígena desaparecido. Com a chegada da polícia, muitos indígenas que haviam se dispersados retornaram e se concentraram dentro de uma das propriedade, a Fazenda Eliane, onde pretendem passar a noite.

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As lideranças do Cimi querem que o governo federal garanta policiamento constante na área para evitar novos confrontos. "Pela manhã, os indígenas entraram nas fazendas Eliane e Campina. Atualmente, eles estão na Fazenda Eliane e nosso medo é que aconteça um novo conflito, já que os seguranças são muitos e contratados pelo conjunto de fazendeiros da área”, disse Machado.

A terra foi homologada em 2009 pelo governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no entanto, a homologação foi questionada na Justiça pelos fazendeiros. Uma decisão final sobre o processo está nas mãos do Supremo Tribunal Federal (STF).

No ano passado, uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu parcialmente os efeitos da homologação ao deferir um mandado de segurança impetrado pelo dono da Fazenda Iporã, uma das 15 fazendas que incidem sobre a área homologada de 7.175 hectares.

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